A Lufthansa entregou esta quinta-feira à Parpública a manifestação de interesse no processo de privatização da TAP, dois dias antes do final do prazo definido, 22 de novembro, anunciou esta quinta-feira o grupo alemão.

“Além da aquisição inicial de uma participação minoritária, o objetivo do processo é estabelecer uma parceria de longo prazo entre o Grupo Lufthansa e a TAP Air Portugal, de forma a assegurar o futuro bem-sucedido da TAP enquanto companhia aérea nacional de Portugal”, refere o grupo de aviação em comunicado.

Citado no mesmo documento o presidente executivo da Lufthansa diz que o objetivo da empresa é “reforçar a conetividade global de Portugal, preservar a identidade portuguesa da TAP e assegurar o crescimento sustentável da companhia”. Carsten Spohr sublinha ainda que TAP tem uma “grande importância estratégica para a indústria europeia da aviação. Como um parceiro de longo prazo na Star Alliance e com os nossos investimentos em Portugal, continuamos a ver o grupo Lufthansa como o melhor parceiro para a TAP e para Portugal”.

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O Governo prevê alienar até 44,9% do capital da transportadora aérea, reservando 5% para os trabalhadores, conforme estipulado pela Lei das Privatizações. Caso esta tranche não seja totalmente subscrita, o futuro comprador terá direito de preferência. Até agora, já manifestaram interesse na TAP, a Lufthansa e a Air France-KLM e espera-se que a IAG (British Airways e Iberia) faça o mesmo. O prazo para esta primeira da privatização termina sábado.

Para além da operação aérea com Portugal que tem mais de 30 anos, o grupo alemão está a instalar um novo centro de manutenção da Lufthansa Technik em Santa Maria da Feira para a reparação de motores e componentes de aeronaves e prevê aumentar o número de trabalhadores para 1.000 até 2030.

A Lufthansa defende que a cooperação com a TAP irá fortalecer a posição de Lisboa como hub atlântico na rede do grupo, permitindo expandir a conetividade entre a Europa, a América do Sul e do Norte e África.

E recorda ainda que tem atuado com um dinamizador do processo de consolidação na Europa, tendo com sucesso adquirido e reforçado companhias aéreas de bandeira, como a Austrian Airlines, a Swiss ou a ITA (ex-Alitalia), preservando a sua identidade nacional. E  assegura que o grupo “oferece a dimensão necessária, a experiência e estabilidade financeira para criar valor sustentável e fortalecer o papel da TAP como embaixadora do país em todo o mundo”.