Foram identificadas duas pessoas com ordem de saída do espaço Schengen esta sexta-feira durante uma operação coordenada pela PSP no centro comercial Babilónia, na Amadora. Uma terceira pessoa foi detida por injúrias e resistência e coação.
É este o balanço final da operação, que teve como objetivo a fiscalização de estabelecimentos de venda de telemóveis. Foram fiscalizados 115 estabelecimentos e verificados 2.093 equipamentos no total, de acordo com o balanço da PSP enviado à agência Lusa no final da operação.
Foram apreendidos ou recuperados 10 telemóveis, três computadores portáteis, dois iPad e um porta cartões, segundo os dados enviados pelo subintendente Adriano Magalhães, comandante da Divisão da Amadora da PSP.
A PSP fez 20 notificações de abandono voluntário do território nacional e levantou 20 autos por excesso de permanência em território nacional. Foram também levantados processos por contrafação, tendo sido apreendidas 12 malas, que imitavam a marca Guess, e 20 aparelhos a imitar AirPods, da Apple.
A notícia sobre a operação foi avançada pela SIC Notícias, que revelou que a operação começou por volta das 15 horas. O centro comercial esteve encerrado desde essa hora, assim como a rua junto à estação ferroviária da Amadora.
Nas imagens transmitidas pela SIC Notícias, eram visíveis longas filas de pessoas dentro do centro comercial, que apresentam documentos e mostram os telemóveis às autoridades. Só depois da apresentação de documentos é que é permitida a saída do centro comercial.
A operação está a ser levada a cabo pela PSP e por outras entidades, refere a SIC. Estiveram pelo menos 14 equipas no terreno, num total de 60 pessoas. No balanço final, foi revelado que a Polícia Municipal da Amadora levantou dez autos, enquanto a Segurança Social efetuou 11 e a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) levantou 10, disse a mesma fonte à Lusa.
“Esta operação versou sobretudo a fiscalização de estabelecimentos de venda de telemóveis. Até ao momento já detetámos cerca de dez telefones que são fruto de atividades ilegais, nomeadamente furtos e roubos”, explicou à SIC o subintendente da PSP Adriano Magalhães.
Adriano Magalhães explicou que, “quando há telemóveis roubados”, alguns queixosos conseguem identificar a “localização do equipamento” no centro comercial. “Cerca de 70 a 80% dos estabelecimentos” do Babilónia dedicam-se à venda de telemóveis usados, “pelo que é uma operação morosa”, declarou o subintendente.
Segundo a SIC, numa primeira fase entraram no centro comercial agentes da PSP sem farda, para impedir que os comerciantes encerrassem as lojas.