A ex-alta representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Federica Mogherini, foi detida esta terça-feira juntamente com os diplomatas Stefano Sannino e Cesare Zegretti pela polícia belga por suspeitas de fraude em contratos públicos, noticia o jornal L’Echo.
A secção belga do Ministério Público Europeu realizou buscas no Colégio da Europa, em Bruges, e no Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE), em Bruxelas. Em causa estará o uso de dinheiro europeu para a formação de diplomatas, sendo que a investigação também se centra em saber se o Colégio foi previamente avisado sobre os critérios de seleção do concurso antes da publicação do anúncio oficial.
Os três detidos estão sob custódia e ainda não foram acusados formalmente. De acordo com o jornal Politico, o juiz de instrução tem agora 48 horas para decidir sobre as medidas a aplicar. A Procuradoria Europeia solicitou às autoridades a suspensão da imunidade diplomática, que normalmente protege os diplomatas de processos judiciais.
Em comunicado, o Colégio da Europa afirmou que “continua comprometido com os mais elevados padrões de integridade, justiça e conformidade — tanto em questões académicas como administrativas”.
Federica Mogherini foi também vice-Presidente da Comissão Europeia e alta-representante para a política externa entre 2014 e 2019. É, desde 2020, diretora do Colégio da Europa, que funciona em Bruges.
Stefano Sannino, um diplomata italiano, foi o principal funcionário público do SEAE e atualmente é diretor-geral do departamento do Médio Oriente, Norte da África e Golfo na Comissão Europeia. A terceira pessoa detida é Cesare Zegretti, co-diretor do escritório de Educação Executiva, Formação e Projetos do Colégio da Europa.
Notícia atualizada às 23h50 de terça-feira com o comunicado do Colégio da Europa.