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Donald Trump anunciou perdão ao congressista democrata Henry Cuellar

Este artigo tem mais de 6 meses

Cuellar foi acusado de aceitar subornos para influenciar política a favor do Azerbaijão e beneficiar banco mexicano. Mulher seria dona de empresas-fantasma em esquema de mais de 500 mil euros.

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Congressista opunha-se à posição de Biden sobre a imigração e Trump acusa antecessor de usar justiça como arma

CQ-Roll Call, Inc via Getty Imag

Congressista opunha-se à posição de Biden sobre a imigração e Trump acusa antecessor de usar justiça como arma

CQ-Roll Call, Inc via Getty Imag

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que vai perdoar o congressista democrata, Henry Cuellar, e a sua mulher, Imelda, acusados pelos procuradores federais de ter montado um esquema de lavagem de dinheiro e de subornos num valor total de 600 mil dólares (cerca de 515 mil euros) pagos por uma empresa estatal petrolífera do Azerbaijão e um banco mexicano.

O indulto foi anunciado pelo próprio Trump na sua rede social Truth Social. Cuellar, segundo o Politico, é um “democrata moderado” que representa a região sul do estado do Texas e que se tinha oposto às posições de Joe Biden sobre a imigração, algo que levou o atual Presidente dos EUA a acusar a administração do seu antecessor de usar “o sistema judicial como arma contra os seus adversários políticos e qualquer pessoa que discordasse deles”.

“O Crooked [desonesto] Joe usou o FBI e o Departamento de Justiça para eliminar um membro do seu próprio partido depois de o altamente respeitado congressista Henry Cuellar se ter manifestado corajosamente contra as fronteiras abertas e a catástrofe fronteiriça de Biden. O Sleepy [dorminhoco] Joe perseguiu o congressista e até mesmo a maravilhosa esposa, Imelda, simplesmente por terem dito a VERDADE“, acusou Trump.

O congressista já reagiu na rede social X, agradecendo a Trump a sua “grande liderança” e por “tirar tempo para olhar para os factos“. “Esta decisão esclarece as coisas e permite-nos avançar pelo do sul do Texas. Este perdão dá-nos uma nova oportunidade. O ruído desapareceu. O trabalho permanece. E pretendo enfrentá-lo de frente. Obrigado, Sr. Presidente, que Deus o abençoe e que Deus abençoe os Estados Unidos da América”,  escreveu Cuellar na publicação.

Aos jornalistas, o congressista admitiu que o perdão foi “uma surpresa” e garantiu que nada “mudou” na sua vida política — continua a ser um “bom e velho democrata conservador” e pretende concorrer às eleições de 2026.

A acusação contra marido e mulher tinha sido anunciada pelo Departamento da Justiça de Biden em maio do ano passado, dizendo que o congressista “alegadamente aceitou [subornos] para usar a sua posição para influenciar a política externa norte-americana a favor do Azerbaijão“.

Estes pagamentos seriam feitos através de uma série de empresas-fantasma propriedade de Imelda Cuellar e contratos de consultoria que nunca resultaram em qualquer negócio, lê-se no comunicado emitido na altura.

“Em troca dos subornos pagos pelo banco mexicano, o congressista Cuellar teria concordado em influenciar a atividade legislativa e aconselhar e pressionar altos funcionários do Poder Executivo dos EUA a tomar medidas benéficas para o banco”, acusaram também os procuradores.

Filhas tinham mandado carta a Trump a pedir perdão

Esta quarta-feira, juntamente com a publicação que fez nas sua rede social, Trump partilhou uma carta enviada pelas filhas do casal, Christina e Catherine Cuellar, em que pediam que mostrasse “misericórdia e compaixão” pelos seus pais, “seja ao descartar o caso ou ao garantir um perdão total e incondicional“.

“Agora, nos últimos anos das suas vidas, tudo o que queremos como as suas filhas é tempo — tempo para estar com eles, para partilhar risos e jantares em família, e para vê-los viver sem o peso das preocupações”, escreveram ainda. “Esperamos que um dia possam reformar-se em paz e concentrar-se na família, na fé e nas alegrias simples que conquistaram ao longo de uma vida de serviço. Tudo o que queremos agora é que a nossa família se cure, volte a respirar livremente e veja o bom nome dos nossos pais restaurado“, apelaram.

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