A greve geral marcada para o próximo dia 11 de dezembro deve retirar dois terços ao número médio de voos da TAP que seria normal aquele dia.

A estimativa foi avançada pelo presidente executivo da TAP durante um encontro com jornalistas onde Luís Rodrigues afirmou que não existe uma grande preocupação face à paralisação. Os principais sindicatos que representam os trabalhadores do setor anunciaram a adesão, mas também aceitaram negociar serviços mínimos para vários destinos, com destaque para as operações para os Açores e Madeira.

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“Não estamos preocupados com isso os (efeitos da greve na TAP), mas sim em garantir que a operação vá correr da melhor maneira possível”. Isso passa por não ter passageiros a chegarem ao aeroporto para apanhar um avião que não está lá. O gestor explicou que as equipas da TAP contactaram os clientes a propor uma mudança da data do voo para minimizar o impacto.

A TAP realiza num dia normal (em horário de inverno) 250 a 260 voos por dia. Considerando os serviços mínimos que foram definidos e as restrições de ruído à operação noturna, o presidente da TAP admite que a empresa consiga assegurar até um terço dos voos (cerca de 86). O gestor não avança com estimativas de custos que a paralisação terá para a companhia, dizendo que ainda é muito cedo para fazer as contas, uma vez que os passageiros que tinham comprado bilhete para o dia da greve podem pedir reembolso. Mas acredita também que as pessoas vão querer voar para os seus destinos.

Luís Rodrigues destacou nesta conversa a forma como a TAP conseguiu atualizar o software de todos os aviões da família A320 da frota sem cancelar qualquer voo, afirmando que a companhia se tornou num caso de referência pela forma como este processo decorreu.

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