Um juiz federal de Nova Iorque autorizou a divulgação de mais documentos ligados à investigação de 2019 a Jeffrey Epstein, noticiou a CBS News. É a segunda decisão neste sentido da justiça federal norte-americana esta semana, após um outro magistrado da mesma cidade ter autorizado a divulgação de ficheiros da investigação à companheira de Epstein, Ghislaine Maxwell.

O juiz Richard Berman, de Manhattan, decidiu divulgar os registos, documentos e comunicações da investigação do Departamento de Justiça em 2019 e os materiais do grande júri, órgão judicial que decidiu a acusação do financiador naquela altura. Todos estes ficheiros eram, até agora, confidenciais.

Esta ordem judicial reverte uma tomada pelo mesmo juiz em agosto deste ano, que rejeitou o pedido da administração Trump para divulgar os mesmos ficheiros. A mudança de posição, explicou Berman, fundamenta-se na lei aprovada no Congresso em novembro e que obrigou a revelação dos documentos, algo que é “claro” na letra da lei.

O juiz decretou ainda que as vítimas de Epstein têm o “direito inequívoco” a terem “a sua identidade e privacidade protegida”, algo como qual o governo norte-americano se comprometeu no diploma aprovado.

Para além dos dois avanços na justiça desta semana, um outro juiz na Florida tinha decidido divulgar os documentos ligados a outra investigação a Jeffrey Epstein, entre os anos de 2005 e 2007, noticiou a CBS News. Todas tiveram como fundamento a lei aprovada no Congresso para que os ficheiros sejam divulgados.