Depois de prosseguir uma carreira entre a Audi e a Seat desde 1989, Wayne Griffiths chegou finalmente a vice-presidente da Seat em 2016 e ascendeu a CEO em 2020, ano do lançamento da Cupra como marca independente, que também dirigiu. Manteve-se aos comandos das duas marcas da Seat SA até Março de 2025, altura em que, para espanto da indústria automóvel europeia, abandonou a Seat/Cupra e o Grupo Volkswagen, sem que se vislumbrasse o motivo e muito menos se soubesse qual seria o seu próximo desafio. Até agora.
Após a saída de Griffiths do construtor espanhol do Grupo VW, não faltou quem tentasse adivinhar qual seria o próximo cargo do gestor inglês, com muitos a apontar a Stellantis como provável destino, entre outras opções. Não que Wayne fosse o CEO mais conceituado do mundo, mas a realidade é que deixou a Seat/Cupra melhor do que encontrou, quando Luca de Meo trocou a direcção das marcas espanholas pelo Grupo Renault. Agora sabe-se que a nova paixão Griffiths é, curiosamente, o álcool, mais precisamente o Gin Wayne, recentemente apresentado.
Convém ter presente que Wayne Griffiths é britânico e que há uma longa relação entre os súbditos de Sua Majestade e o gin que, segundo a imprensa britânica, era a bebida preferida da Rainha Isabel, a Rainha Mãe. Daí que não seja de espantar que o gestor pretendesse criar o seu próprio gin, apostando mais no requinte e menos na produção, uma vez que vão apenas ser enchidas 500 garrafas.
O Gin Wayne será produzido na destilaria Pfau em Klagenfurt, na Áustria, recorrendo somente a ingredientes naturais originários da região de Caríntia, no sul do país. Cada garrafa é proposta por 182€, valor que sendo elevado não deixa também de ficar muito longe dos gins mais caros do mundo. Este ranking coloca na segunda posição o Watenshi, produzido pela Cambridge Distillery, cuja garrafa é comercializada por 3000 libras, aproximadamente 3400€, com o Morus LXIV, produzido pela Jam Jar Gin londrina, a ser vendido pela módica quantia de 4000 libras, ou seja, cerca de 4500€ a garrafa.