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Presidente dos EUA diz que Rob Reiner morreu devido à "raiva que causou aos outros" por causa da "síndrome de desequilíbrio de Trump"

Este artigo tem mais de 6 meses

Presidente diz que realizador era conhecido por "deixar as pessoas loucas com a sua obsessão furiosa" contra Trump. Republicanos criticam utilização de "tragédia familiar" com "fins políticos".

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Republicanos críticos de Trump dizem que os comentários do Presidente foram "inadequados e desrespeitosos"

Bloomberg via Getty Images

Republicanos críticos de Trump dizem que os comentários do Presidente foram "inadequados e desrespeitosos"

Bloomberg via Getty Images

O realizador Rob Reiner e a mulher, a fotógrafa Michele Singer, foram encontrados sem vida na noite de domingo na sua própria casa. O filho dos dois, um homem de 32 anos, está detido pela suspeita do homicídio dos pais na casa de família em Brentwood, Los Angeles. As reações de consternação e lamento pelas duas mortes sucedem-se, mas a que mais polémica causou até agora foi a de Donald Trump, que associou a morte de Reiner às críticas do realizador à sua administração.

O Presidente dos EUA começou por dizer que “uma coisa muito triste aconteceu ontem à noite em LA”, mas depressa inverteu o sentido da mensagem de condolências para dar conta de que o realizador era  “atormentado” e estava “em dificuldades”. Trump diz mesmo que Reiner “faleceu, juntamente com a sua esposa, Michele, alegadamente devido à raiva que causou aos outros através da sua enorme, inflexível e incurável aflição com uma doença mental incapacitante conhecida como SÍNDROME DE DESEQUILÍBRIO DE TRUMP, por vezes referida como TDS”.

“Ele era conhecido por deixar as pessoas LOUCAS com a sua obsessão furiosa pelo Presidente Donald J. Trump, com a sua paranoia óbvia a atingir novos patamares à medida que a administração Trump superava todas as metas e expectativas de grandeza, e com a Idade de Ouro da América a chegar, talvez como nunca antes”, acrescentou na Truth Social.

Perante as palavras de Trump, a congressista republicana Marjorie Taylor Greene, que entrou em cisão com o Presidente norte-americano recentemente e que é também uma das principais caras do movimento MAGA, partilhou a mensagem para criticá-la. “Esta é uma tragédia familiar, não tem nada a ver com política ou inimigos políticos”, referiu.

“Rob Reiner e a sua esposa foram tragicamente assassinados pelas mãos do próprio filho, que supostamente tinha problemas com drogas e outras questões, e os seus outros filhos ficaram em profundo luto e sofrimento”, acrescenta ainda, apelando a “empatia”.

Também na rede social X, o congressista republicano Thomas Massie (R-Ky.) considerou os comentários de Trump enquanto “inadequados e desrespeitosos” perante um “homem que foi brutalmente assassinado”.

“Acho que os meus colegas eleitos do Partido Republicano, o vice-presidente e a equipa da Casa Branca vão simplesmente ignorar isso porque têm medo? Desafio qualquer pessoa a defendê-lo”, refere ainda.

O republicano Mike Lawler também condenou as palavras do Presidente norte-americano. “Independentemente das opiniões políticas de cada um, ninguém deve ser sujeito a violência, muito menos às mãos do próprio filho. É uma tragédia horrível que deve suscitar simpatia e compaixão de todos no nosso país, ponto final”, escreveu o congressista na rede social X.

Stephanie Bice, outra congressista republicana, criticou que se transforme numa “questão política” o facto de um pai e uma mãe terem sido “assassinados pelas mãos do seu filho perturbado”.

Quando questionado em relação ao posicionamento que assumiu na Truth Social e às críticas que dele advieram, Trump não moderou o discurso. “Eu não era fã dele de forma alguma. Ele era uma pessoa perturbada”, disse Trump aos jornalistas esta segunda-feira na Casa Branca. “Ele foi uma das pessoas por trás da farsa da Rússia. Acho que ele prejudicou a sua própria carreira. Ele tornou-se numa pessoa perturbada”, repetiu.

E assegurou: “Eu não era fã de Rob Reiner de forma alguma. Achava que ele era muito ruim para o nosso país.”

O presidente da Câmara de Representantes norte-americana, Mike Johnson, foi questionado esta segunda-feira sobre a publicação de Trump, mas não abordou especificamente os comentários do Presidente. Citado pelo Politico, limitou-se a considerar a notícia da morte de Reiner como “chocante”, referindo uma série de tragédias “indescritíveis” após os tiroteios na Austrália e na Universidade Brown.

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