Um Boeing 737-200 da Air India, com mais de quatro décadas de serviço, esteve esquecido durante 13 anos no Aeroporto de Calcutá, sem que a própria companhia aérea tivesse consciência de que ainda lhe pertencia. O avião, que está parado desde 2012, foi agora removido das instalações aeroportuárias e será utilizado pelo Aeroporto de Bengaluru para formação de engenheiros de manutenção, noticiou o Times of India.
O caso foi tornado público pelo CEO da Air India, Campbell Wilson. “Embora a alienação de uma aeronave antiga não seja invulgar, esta é — porque se trata de um avião que nem sequer sabíamos que ainda possuíamos até há pouco tempo“, escreveu Wilson num comunicado, explicando que a aeronave tinha desaparecido dos registos contabilísticos e da memória institucional da companhia durante o processo de privatização concluído há três anos.
The 'Lost' Air India 737, VT-EHH, has been acquired by Bengaluru Airport (BIAL), where it will be used for Training of MRO Engineers
However, as per a tender from BIAL earlier this year, this could be used for Fire Training
via : https://t.co/uV2lzoPqjp
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O avião, com matrícula VT-EHH, entrou ao serviço da então Indian Airlines em setembro de 1982. Em fevereiro de 1998 foi cedido à Alliance Air, regressando à frota da Indian Airlines em março de 2007, já numa fase em que era utilizado como avião de carga. Mais tarde, chegou a ser operado pelos correios indianos, antes de ser definitivamente desativado em 2012 e estacionado na zona sudeste do aeroporto da cidade indiana.
O Aeroporto de Calcutá conseguiu ganhar cerca de 10 milhões de rupias (cerca de 94 mil euros) em taxas de estacionamento acumuladas ao longo dos 13 anos em que o aparelho esteve parado. Agora, segundo um responsável aeroportuário citado pela imprensa indiana, “as únicas aeronaves desativadas ainda presentes no aeroporto são dois aviões ATR pertencentes à Alliance Air”, que pertence ao Estado.
No lugar onde o Boeing estava, irão ser construídos dois hangares. Esta foi a 14.ª aeronave desativada a ser retirada das instalações nos últimos cinco anos. Entre as particularidades do caso está o facto de este ter sido o único avião vendido pela Air India com os motores Pratt & Whitney ainda instalados. Os restantes aparelhos da companhia foram vendidos sem motores e acabaram por ser reaproveitados por empresas privadas, que transformaram a fuselagem em restaurantes temáticos.