O novo ano vai arrancar com mais um grande clássico no Estádio do Dragão, desta feita a contar para a Taça de Portugal. Frente ao Famalicão, o FC Porto confirmou o seu favoritismo e somou mais uma goleada com Francesco Farioli como timoneiro, marcando assim encontro com o Benfica nos quartos de final, que vão acontecer entre 11 e 15 de janeiro, depois da decisão da Taça da Liga. Ainda assim, à uma exceção no calendário de competições da Federação Portuguesa de Futebol (FPF): os clubes que se encontram nas provas europeias podem jogar esta eliminatória entre 3 e 5 de fevereiro, se assim entenderem. No jogo desta quinta-feira, William Gomes inaugurou o marcador e Justin de Haas empatou logo a seguir, só que Victor Froholdt recolocou os dragões na frente antes do intervalo. Na parte final, Samu Aghehowa e Pepê carimbaram a vitória da equipa azul e branca (4-1), que ultrapassou os 50 golos em 2025/26, mantendo a média acima dos dois tentos por encontro.

O ensaio de Froholdt na noite em que Farioli virou a página e aproximou-se do fecho de mais um capítulo (a crónica do FC Porto-Famalicão)

Esta partida serviu para Pepê quebrar o jejum de quatro meses sem marcar e para Samu marcar pelo quarto jogo consecutivo, algo que não acontecia há mais de um ano. Em termos coletivos, o FC Porto somou a terceira goleada em três jogos na Taça de Portugal e marcou quatro golos no Estádio do Dragão pela segunda vez na presente temporada, registou que alcançou em três ocasiões na época passada. Olhando à prova rainha do futebol português, os dragões levam agora 25 vitórias nos últimos 26 jogos, tendo perdido apenas com o Moreirense, na época passada.

“Foi um jogo complicado. O Famalicão jogou muito bem com bola na primeira parte, foram corajosos. Foi um grande jogo. Da nossa parte, fizemos uma boa exibição. Na segunda parte acelerámos nos momentos certos e tivemos bons momentos com bola. Sem bola foi difícil recuperar, mas marcámos o primeiro golo graças a essa pressão. Bom jogo, bom ambiente e avançamos. Para nós, toda a gente é importante. Precisamos de manter toda a gente a um certo nível. Vimos hoje [quinta-feira] que, quando baixamos um pouco a intensidade, não há nenhum nome que faça a diferença. Temos de estar em cima de nós próprios porque temos individualidades que nos ajudam a ganhar jogos, mas a prioridade é sermos sempre competitivos, focados, com o poder suficiente nas pernas e a mentalidade certa dentro de campo”, começou por dizer Farioli no final da partida.

“Moura? Espero que esteja bem, foi um choque duro. Quanto às possibilidades, o Kiwior fez vários jogos nessa posição no Arsenal, não é um teste. É um jogador que já deu provas em posições diferentes. No Spezia era médio defensivo. É inteligente e pode jogar em muitos sítios. Golo de Pepê? Foi muito importante para o Pepê. Tem feito grandes jogos no último período. Fez muito esforço pela equipa, correu para trás, defendeu muito bem e com intensidade. É um avançado, um grande talento e precisamos dos seus golos e assistências. Estava à procura desse momento. Sentimos todos a responsabilidade de ele voltar à lista de marcadores. No último jogo queria que ele batesse o penálti, mas respeitou a hierarquia e ofereceu-o ao Samu, o novamente prova novamente o tipo de homem que é. Finalmente marcou. Foi uma libertação para ele. Celebrámos como malucos porque é um tipo de topo”, acrescentou.

A terminar, o treinador italiano abordou o lance no final da primeira parte que terminou com Pepê a ser tocado em falta no limite da área do Famalicão, que considerou ter sido penálti. “É desapontante o que está a acontecer. Gostava de dizer muita coisa, mas é melhor guardar para dentro. As imagens são claras, muito claras. Talvez não houvesse ligação [com o VAR] porque estavam noutro canal ou noutro lugar. Honestamente, o meu silêncio tem que falar mais alto que as minhas palavras”, concluiu.