“Sabia que havia algo de errado com ele”. As declarações de um dos porteiros da Universidade Brown chegam apenas uma semana após o ataque que matou duas pessoas, mas as suspeitas de Derek Lisi sobre Cláudio Valente terão sido apresentadas semanas antes de o português ter aberto fogo dentro do campus universitário norte-americano e, mais tarde, na casa do físico Nuno Loureiro.
Lisi vigia as portas daquela universidade em Rhode Island há mais de uma década. Em entrevista ao The Boston Globe, o porteiro confessa ter estranhado o trajeto escolhido pelo suspeito, quando o avistou, há algumas semanas, no parque de estacionamento de Brown.
Optou por segui-lo, para perceber o que estava a fazer naquele local, mas quando o homem misterioso reparou que Derek Lisi estava na sua retaguarda, acelerou o passo e escondeu-se numa casa de banho.
“Disse logo, há algo de errado com este tipo, por isso tenho de dizer isto a alguém”, conta ao jornal local. Lisi avisou a equipa responsável pela segurança da Universidade do comportamento suspeito deste homem — na altura desconhecia a sua identificação.
Mas aquele episódio não foi único. “Ele andava a vigiar aquele espaço há semanas”, continua o porteiro, referindo ter alertado os seguranças uma segunda vez, dias antes de o mesmo homem ter entrado por aquele mesmo acesso e matado dois estudantes.