Um tribunal sul-coreano prolongou esta sexta-feira por seis meses a prisão preventiva do ex-Presidente Yoon Suk Yeol, enquanto decorre o processo judicial contra este por planear impor a lei marcial em 2024, que culminou na sua destituição.

Segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap, o Tribunal Distrital Central de Seul emitiu a ordem alegando o risco de adulteração de provas, dado que a detenção preventiva de Yoon Suk Yeol expiraria em pouco mais de duas semanas, a 18 de janeiro.

A equipa do procurador especial Cho Eun Suk tinha solicitado a prorrogação da detenção do ex-Presidente, acusado de em outubro de 2024 ordenar o envio de drones para provocar uma retaliação da Coreia do Norte e usá-la como pretexto para declarar a lei marcial.

Os procuradores suspeitam que Yoon tenha dado ordens diretas ao comandante responsável pela operação dos ‘drones para que dirigisse os aparelhos à Coreia do Norte sem informar o Ministério da Defesa ou o Estado-Maior Conjunto.

Em julgamento por insurreição e abuso de poder em ligação com a lei marcial que mergulhou o país numa grave crise política, Yoon tornou-se o primeiro Presidente sul-coreano a ser acusado destes crimes e está atualmente preso e afastado do cargo.

“Temos de criar uma situação instável”. As notas que revelam alegado plano da Coreia do Sul para provocar Kim Jong Un e decretar Lei Marcial