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O candidato presidencial João Cotrim de Figueiredo defendeu este domingo que ser Presidente da República não é um prémio de carreira, nem ser facilitador de negócios ou ganhar tempo de antena para outras eleições.
“Para mim, ser Presidente da República não é um prémio de carreira. Para mim, ser Presidente da República não é continuar funções de comentador ou de facilitador de negócios. Para mim, ser Presidente da República não é para ganhar mais tempo de antena para outras eleições e, com isso, entregar a Presidência da República aos que representam o sistema e os interesses instalados”, garantiu Cotrim de Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal.
Durante a apresentação do Horizonte 2031 — lista de personalidades da sociedade civil que apoiam a sua candidatura, no Centro de Congressos de Lisboa, o também eurodeputado acrescentou que ser Presidente da República não pode significar ficar preso a lógicas partidárias, tricas políticas e aos interesses mais ou menos instalados.
“Ser Presidente da República é assumir o mais alto cargo da nação para servir com energia e os olhos postos no futuro Portugal e os portugueses”, assinalou.
Considerando que a sua candidatura é a única da esperança, do inconformismo, da energia, do otimismo e do futuro, Cotrim de Figueiredo apontou ainda a necessidade de acreditar num Portugal maior e melhor.
O candidato frisou não ter medo de enfrentar “os poderosos da economia e dos outros interesses”.
Num discurso de 30 minutos para uma sala onde estavam cerca de 400 apoiantes, o ex-presidente da IL sublinhou ainda não ter medo dos desafios, mesmo quando isso implica escolhas difíceis, nem ter medo de falar a verdade, mesmo quando possa ter custos eleitorais.
O espírito reformista do PSD de Sá Carneiro e a coragem de Pedro Passos Coelho
O candidato advertiu ainda o primeiro-ministro, Luís Montenegro, que o espírito reformista do PSD de Sá Carneiro e a coragem de Pedro Passos Coelho estão na sua candidatura.
“Não é preciso o senhor primeiro-ministro vir dizer-nos que é um assunto sério o que hoje se discute nas presidenciais em Portugal. De facto, senhor primeiro-ministro, não se pode brincar porque o espírito reformista que já foi do PSD, que já foi de Sá Carneiro e a coragem que já foi de Pedro Passos Coelho hoje está nesta candidatura, é aqui que ela está”, afirmou Cotrim Figueiredo.
O eurodeputado reagia, assim, ao facto de o líder do PSD ter apelado à concentração do voto em Marques Mendes de “socialistas moderados, liberais, sociais-democratas e democratas-cristãos”, avisando que votar em Cotrim ou Seguro não garante uma segunda volta sem “dois candidatos populistas”.
Depois de arrancar aplausos na sala Cotrim Figueiredo insistiu que é preciso mudar Portugal e que, quem quer fazer essa mudança, não vai votar em Marques Mendes, apoiado pelo PSD, ou Seguro, apoiado pelo PS, que “são mais do mesmo, não têm a coragem de assumir as posições claras e frontais e esgotam em cada intervenção o `stock´ de lugares comuns”.
Em sua opinião, essa mudança no país também não se faz votando em Gouveia e Melo “cujas convicções parecem vaguear ao sabor das marés e com a mesma frequência” e também não vai votar em António Filipe, apoiado pelo PCP, Catarina Martins, apoiada pelo BE, e Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, que, se não desistirem, também nunca chegarão à segunda volta.
“E quem quer mudar muito menos vai votar em André Ventura porque votar em Ventura é garantir que quem for com ele à segunda volta ganha, votar em Ventura é garantir que o velho sistema ganha”, acrescentou.
Segundo o ex-presidente da IL, quem quer mudar não pode querer manter tudo na mesma, quem quer mudar tem de votar em si. “Quem quer mudar tem de votar Cotrim”, apelou.
Dizendo confiar nas escolhas e na lucidez dos portugueses, o candidato à sucessão de Marcelo Rebelo de Sousa insistiu que é preciso uma mudança política em Portugal porque o país não pode continuar “neste eterno aviar da resolução dos problemas, neste desesperante conformismo e nesta estagnação que desespera quem quer fazer”.
“Eu percebo que os portugueses queiram mudança e a renovação dos protagonistas políticos. Mais do que perceber, eu concordo com essa necessidade de mudança e renovação e é também em nome dessa necessidade que me candidato”, explicou.