Sean Combs, rapper e empresário conhecido pelos nomes artísticos P. Diddy e Puff Daddy, escreveu uma carta a Donald Trump a pedir um indulto, revelou o Presidente numa entrevista ao New York Times, mas o líder da Casa Branca avisou que não está a considerar o pedido.
O Presidente norte-americano já tinha indicado na segunda-feira que Sean “Diddy” Combs havia entrado em contacto para pedir um perdão após a sua condenação por duas acusações relacionadas com prostituição, mas a existência da carta não tinha ainda sido divulgada.
Sean “Diddy” Combs condenado a quatro anos e dois meses de prisão
Os detalhes da carta não são conhecidos. Apesar de perguntar ao jornalista se queria ver o documento, Trump não o apresentou. Quando, na quinta-feira, foi solicitada uma cópia da carta ou informações sobre o seu conteúdo pelo New York Times, a Casa Branca remeteu para as declarações de Trump. Os advogados de Combs também não quiseram prestar comentários.
Antes de Trump se candidatar à presidência norte-americana, ambos mantinham contactos em ambientes sociais. Contudo, segundo o Presidente, a relação deteriorou-se depois de Combs ter criticado o seu primeiro mandato, críticas que tornaram o indulto “mais difícil de ser concedido”, de acordo com citações referidas pelo jornal nova-iorquino.
A hipótese de indultar nomes como Nicolás Maduro, o Presidente deposto da Venezuela, Robert Menendez, o ex-senador de Nova Jersey, condenado por utilizar a sua influência política em troca de ouro, dinheiro e um Mercedes‑Benz, ou Sam Bankman-Fried, o empreendedor de criptomoedas que foi condenado em 2023 por roubar milhares de milhões de euros a clientes, foi igualmente afastada pelo líder norte-americano. Nestes casos, os visados solicitaram o perdão do Presidente através de apelos públicos ou de negociações discretas com os seus aliados.
No mês passado, Donald Trump indultou o ex-Presidente das Honduras, Juan Orlando Hernández, que estava no centro do que a Procuradoria dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova Iorque descreveu como “uma das maiores e mais violentas conspirações de narcotráfico do mundo”, num comunicado citado pelo New York Times.