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PSP apreendeu 19 mil armas nos últimos seis anos. Há uma " tendência crescente no número de armas apreendidas"

Este artigo tem mais de 6 meses

O número de armas apreendidas subiu de quase 2.500 armas em 2020 para mais de 4.700 no ano passado. As pistolas e as espingardas estão entre as armas em maior circulação.

Ação de destruição de armas, organizada pela Polícia de Segurança Pública (PSP), através do Departamento de Armas e Explosivos, no âmbito do Dia Internacional de Destruição de Armas, em Folgosa, Maia, 10 de julho de 2020. Nesta ação foram destruídas 17.183 armas. FERNANDO VELUDO/LUSA
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FERNANDO VELUDO/LUSA

FERNANDO VELUDO/LUSA

A Polícia de Segurança Pública (PSP) apreendeu cerca de 19 mil armas nos últimos seis anos. Dados disponibilizados ao Observador pela força de segurança mostram um aumento entre 2020, em que foram apreendidas quase 2.500 armas, e o ano passado, que fechou com a contabilização de mais de 4.700 apreensões. “Nos últimos 6 anos é possível observar uma tendência crescente no número de armas apreendidas pela PSP, quer na sequência do cumprimento de medida cautelar, de entregas voluntárias, ou no âmbito de detenções efetuadas por posse de arma proibida”, refere em comunicado.

De acordo com os dados disponibilizados, 2021 foi o ano em que se registou o menor número de apreensões (2.349), seguido de 2020 (2.483). Nos últimos quatro anos foram-se registando novos máximos: em 2022 foram 2.861; em 2023 foram 3.215; em 2024 foram 3.350 e em 2025 as já mencionadas 4.747 apreensões.

Segundo a PSP — força responsável pelo licenciamento, controlo e fiscalização do fabrico, comércio, utilização, posse e transporte de armas e munições — as pistolas (8.086) e as espingardas (4.998) foram o tipo de armas mais aprendidas ao longo destes seis anos. Em ambos os casos se verifica um aumento das apreensões: em 2020 foram apreendidas 1.091 pistolas e 559 espingardas; e no ano passado 1.113 pistolas e 2.165 espingardas.

Se no caso das pistolas existiu um aumento de apreensões, com exceção do último ano, no caso das espingardas o crescimento foi constante, particularmente em 2025. A força policial nota, por isso, que “nem todos os tipos de arma têm sofrido a mesma tendência evolutiva”, destacando em particular o caso das espingardas, “cujo aumento em 2025 face ao ano anterior, se traduz em mais do triplo dos registos de apreensões”. Mas alerta que os “dados não querem necessariamente transmitir a existência de mais armas deste tipo a circular“.

“Poderão significar um aumento do número de entregas de armas por familiares falecidos a quem pertenceriam as respetivas espingardas, bem como um aumento do número de entregas em ações de sensibilização da PSP, e ainda um aumento das apreensões efetuadas em resultado de proatividade policial da PSP”, aponta.

Quanto ao ano passado, foram apreendidas 4.747 armas de fogo: 385 revólveres; 1.113 pistolas; 395 carabinas; 2.165 espingardas e 689 outros modelos que a PSP não discrimina. A força de segurança especifica que no âmbito de 168 operações especiais de prevenção criminal realizadas em 2025 — quase metade na Área Metropolitana de Lisboa — foram apreendidas 112 armas, dessas apenas 23 eram armas de fogo.

Já sobre o licenciamento, até 31 de dezembro de 2025 a PSP tinha registo de 1.875.661 armas de fogo registadas e 149.732 Licenças de Uso e Porte de Arma válidas em Portugal. “Estes números correspondem aos diversos tipos de licenciamento, atendendo às várias classes de armas contempladas no regime jurídico das armas e munições, quer no que respeita a concessões iniciais (19.625), quer no que concerne a renovações (130.107) de licenças já concedidas”, adiantava.

Entre as licenças concedidas, as mais expressivas em termos de número são as de classe D (83.563) e C (50.046), usadas para caça ou tiro desportivo.

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