A taxa de inflação homóloga foi de 2,2% em dezembro passado, idêntica à de novembro, fixando-se a variação média de 2025 nos 2,3%, contra 2,4% em 2024, confirmou esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Com arredondamento a uma casa decimal, a taxa de variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC) de dezembro avançada pelo INE confirma o valor da estimativa rápida divulgada em 31 de dezembro de 2025.
Já o indicador de inflação subjacente, que exclui produtos mais voláteis, como alimentos e energia, registou uma variação homóloga de 2,1% em dezembro (2,0% no mês anterior) e uma taxa de variação média em 2025 de 2,2% (2,5% no ano anterior).
De acordo com o INE, a taxa de variação homóloga do IPC total “evidenciou uma tendência de estabilização ao longo do ano de 2025, observando-se valores muito próximos para a variação média nos dois semestres do ano: 2,4% no primeiro semestre e 2,2% no segundo”.
“A ligeira diminuição da taxa de variação do IPC entre 2024 e 2025 foi influenciada pelo comportamento dos produtos energéticos, que apresentaram uma variação média anual de -0,2% (3,2% no ano anterior), e pela desaceleração da inflação subjacente, que registou uma variação média anual de 2,2% (2,5% em 2024)”, detalha.
“Inversamente, os produtos alimentares não transformados tiveram um contributo mais significativo para a taxa de variação média registada em 2025, com uma variação de 4,8% (1,6% no ano anterior)”, acrescenta.
Os produtos desta categoria, que em 2024 tinham registado uma variação anual de 1,6%, “registaram em 2025 um aumento de preços bastante significativo (4,8%). As variações médias em 2025 foram de 3,1% no primeiro semestre e 6,4% no segundo, resultado de uma trajetória de aumento das taxas homólogas a partir de janeiro, tendo os últimos meses do ano apresentado uma estabilização”, explica o INE.
Já nas rendas, INE destaca a “desaceleração progressiva da variação homóloga”, que evoluiu de 6,5% em janeiro para 4,9% em dezembro, “correspondendo a uma variação média anual de 5,3%“, quando no ano anterior tinha sido de 7,0%. No primeiro semestre, lê-se no destaque do INE, “esta classe de despesa registou uma variação média de 3,6%, enquanto na segunda metade do ano registou uma variação média de 1,9%”.
No conjunto de 2025, “a região com a variação média mais elevada foi a Madeira (7,3%), tendo todas as restantes regiões apresentado variações positivas”.
Portugal fecha 2025 com inflação estável nos 2,2%. Média do ano terá sido de 2,3%