O presidente do Banco de Fomento disse nesta sexta-feira, em Lisboa, que a instituição tem este ano 4.000 milhões de euros para apoiar a construção e reabilitação de casas a custos acessíveis, incluindo as cooperativas de habitação.

Segundo Gonçalo Regalado, a habitação é uma das prioridades de atuação em 2026 do Banco Português de Fomento e estão orçamentados 4.000 milhões de euros para apoiar projetos de habitação, desde logo.

“É nossa responsabilidade conceder instrumentos para apoiar a habitação. Não estamos confortáveis em não haver casas disponíveis para todos os cidadãos que querem viver em Portugal. Quem nos escolhe como país é para mim um português, um novo português ou um futuro português”, afirmou Gonçalo Regalado num almoço-debate promovido pela consultora Ernest & Young com gestores de empresas.

O total de 4.000 milhões de euros em garantias destina-se a quatro áreas: estratégias locais de habitação (garantia do Banco de Fomento à habitação acessível promovida pelos municípios); parcerias público-privadas de habitação; linhas do Banco Europeu de Investimento para construção e reabilitação de habitações a custos acessíveis e, por fim, cooperativas de habitação.

No caso das cooperativas de habitação, explicou que a garantia do Banco de Fomento serve para dar “conforto” à banca comercial para que esta possa financiar os projetos.

O presidente do Banco de Fomento disse que não está definido quanto do valor total será adstrito a cada área, pois dependerá da procura.

Em 2025, não houve financiamento do Banco de Fomento destinado à habitação, disse à Lusa à margem do evento.