Uma primeira vitória frente ao croata Luka Mikrut por 7-6 (2) e 7-5, um segundo triunfo contra o libanês Benjamin Hassan por 6-3 e 6-4, uma espécie de “vingança” portuguesa com nova vitória frente ao argentino Marco Trungelliti que antes eliminara o compatriota e amigo Hugo Rocha. À semelhança do que acontecera no último ano, Jaime Faria, atual 151.º do ranking mundial, voltava a entrar no quadro principal do Open da Austrália. Também como no último ano, não ficou por aí. Mais: não queria ficar por aqui, fazendo jus no seu percurso ao Happy Slam pelo qual também é conhecido o primeiro Major da temporada em Melbourne.

Não houve máscara mas ficou um amorti para a história: Jaime Faria vence set mas perde com Djokovic na Austrália

Defrontando o belga Alexander Blockx, 96.º do ranking ATP que foi um dos lucky losers do qualifying ao substituir o lesionado Arthur Cazaux (com um problema no cotovelo direito que o levou a desistir na véspera do quadro principal), o português não acusou a estreia nem a perda do segundo set (6-3) depois da entrada a ganhar por 6-3 e fechou o triunfo inaugural por 3-1 com 6-3 e 6-4. Num encontro que teve a duração de quase duas horas e meia e que foi marcado pelo grande equilíbrio, o jogador do Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis conseguiu ser mais eficaz nos pontos de break (50%, com quatro em oito), cometeu menos erros forçados (37-42), fez mais winners (36-32) e não vacilou nos pontos chave do jogo.

“Foi um jogo bem conseguido. Acho que entrei um bocadinho nervoso, o meu adversário também. Percebi que era o primeiro encontro dele em quadros do Grand Slam e não ia ser nada fácil. É um jogador em forma. Acabou de entrar no top 100. Pensava que podia estar um pouco limitado mas mostrou que não ao longo do encontro. Não sei se serviu ao seu melhor nível mas acabou o encontro a servir muito bem. Foi melhorando nesse aspeto. Mas acho que tenho mérito. Consegui fazer breaks em alturas fulcrais do encontro e servi bem. Consegui aguentar bem o meu serviço”, comentou o português de 22 anos à agência Lusa.

“Sabe bem, é verdade, mas agora é continuar a trabalhar e descansar bem já para os próximos encontros. Porque o próximo é na quarta-feira. A sensação de estar de volta à segunda ronda do quadro é muito boa. Sinto que este ano vou um bocadinho mais bem preparado para esta segunda ronda e que, à partida, não será um adversário tão difícil como o melhor de todos os tempos”, acrescentou Jaime Faria, que no ano passado perdeu frente a Novak Djokovic na segunda partida do quadro principal e que este ano terá pela frente o vencedor da partida entre Andrey Rublev (13.º cabeça de série) e Matteo Arnaldi (65.º do ATP): “Será sempre um adversário de grande nível. Tenho de estar pronto para fazer um grande jogo e estar nas mesmas condições fisicamente. Acho que o Rublev vai vencer, é favorito mas o Arnaldi joga muito bem”.

Antes, Nuno Borges vai enfrentar uma missão bem mais complicada logo na ronda inaugural, defrontando o canadiano Félix Auger Aliassime, sétimo cabeça de série do Open da Austrália. O português de 28 anos tem escrito uma história de sucesso em Melbourne, onde chegou à quarta ronda na edição de 2024 ganhando a nomes como Davidovich Fokina ou Grigor Dimitrov antes de perder com Daniil Medvedev e à terceira ronda em 2025, caindo frente a Carlos Alcaraz após vencer Alexander Müller e Jordan Thompson.