O número de mortos provocados pelos incêndios florestais que estão a afetar o centro e sul do Chile subiu para 20, segundo o jornal chileno Cambio 21, que cita o mais recente balanço divulgado esta segunda-feira pelo ministro do Interior Álvaro Elizalde. Há, ainda, registo de 1.533 pessoas desalojadas, 325 casas completamente destruídas e outras 1.140 ainda em fase de avaliação de danos.

Pelo menos 31 incêndios continuam a lavrar nas regiões de Ñuble e Biobío, a cerca de 500 quilómetros a sul de Santiago, onde os bombeiros e as equipas de emergência combatem as chamas pelo terceiro dia consecutivo. A situação agravou-se nas últimas horas com a propagação das chamas à região vizinha de Araucanía.

De acordo com Álvaro Elizalde, estão disponíveis 77 meios aéreos para apoiar o combate aos incêndios que continuam ativos, com recursos mobilizados pela Corporação Nacional Florestal (Conaf), pelo Senapred, pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e, também, por empresas privadas. O Governo chileno sublinhou, porém, que os meios aéreos dependem de condições favoráveis para poderem atuar com “impacto efetivo”, acrescentando que, em várias zonas, o fumo reduziu significativamente a visibilidade, impedindo a realização de alguns voos.

Ainda no mesmo balanço, as autoridades informaram que a cidade de Lirquén,na região de Biobío continuará com recolher obrigatório por tempo indeterminado, por decisão do Ministério da Defesa Nacional. A medida foi adotada para facilitar a operação dos meios de emergência no terreno numa área particularmente afetada pelas chamas.

Os incêndios deflagraram no sábado nas regiões de Ñuble e Biobío e têm sido alimentados por uma combinação de temperaturas elevadas e ventos fortes. Perante a gravidade da situação, o Presidente do Chile, Gabriel Boric, decretou estado de catástrofe natural para as zonas afetadas.

“Face aos graves incêndios em curso, decidi declarar o estado de catástrofe natural para as regiões de Ñuble e Biobío”, anunciou o chefe de Estado numa mensagem publicada na rede social X.

Nos últimos anos, os incêndios florestais afetaram gravemente o país, especialmente no centro e sul do Chile. A 2 de fevereiro de 2024, vários incêndios eclodiram simultaneamente nos arredores da cidade de Viña del Mar, 110 quilómetros a noroeste de Santiago, causando mais de 120 mortos, de acordo com dados do Ministério Público.

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