Os últimos anos da história do Manchester United têm obrigado regularmente a imaginar que todas as desventuras, desilusões e tropeções dariam um ótimo filme ou uma boa série de televisão. Se acrescentarmos as décadas de aventuras, sucessos e alegrias, o ótimo filme ou a boa série de televisão tornar-se-iam ainda melhores. E a verdade é que a ideia parece estar cada vez mais perto de sair da imaginação de alguns para a realidade de todos.

De acordo com o The Athletic, o Manchester United chegou a acordo com a Lionsgate, uma produtora norte-americana, para desenvolver uma série dramatizada sobre a história do centenário clube inglês. Segundo a notícia, o projeto passa por criar uma série em tudo semelhante a “The Crown”, a série de seis temporadas da Netflix que contou a história da Rainha Isabel II.

O projeto ainda está numa fase de desenvolvimento, já que ainda não existe guião e a série ainda não foi vendida a qualquer canal ou plataforma de streaming, mas já se sabe que o Manchester United deve encaixar vários milhões de libras logo aquando da produção e da venda, com os futuros royalties a serem divididos entre o clube a Lionsgate consoante o números de temporadas e episódios.

Jed Mercurio, realizador e argumentista de séries como “Bodyguard” e “Line of Duty”, tem sido muito associado ao projeto, até porque é um conhecido adepto do Manchester United. Segundo a notícia do The Athletic, ainda que não existam certezas sobre o período temporal que a série vai abordar, é quase certo que alguns episódios passem pelo desastre aéreo de 1958, onde oito jogadores dos red devils morreram depois de o avião onde seguiam ter caído em Munique, a despromoção de 1974, os 26 anos de seca até à chegada de Alex Ferguson e a consequente hegemonia nacional e europeia sob o comando do treinador escocês.

“Distração indesejável” e irrealista: Ruben Amorim não concordou com realização de documentário no balneário (e United perdeu 12 milhões)

De recordar que, em julho, o Manchester United abandonou as conversações com a Amazon sobre um novo capítulo da série “All or Nothing”, onde já participaram Arsenal, Tottenham e Manchester City, para além de várias equipas de futebol americano da NFL. Na altura, o The Athletic escreveu que o negócio que chegava aos 12 milhões de euros caiu muito pela opinião de Ruben Amorim, que considerava a presença de câmaras no dia a dia da equipa uma “distração indesejável” e nunca se mostrou confortável com a intromissão.