Donald Trump quer que o Irão interrompa qualquer programa nuclear, ameaçando o país com potenciais novos ataques. Numa entrevista à rede de televisão CNBC à margem do Fórum Económico Mundial, em Davos, em que revelou detalhes sobre o possível acordo com a NATO acerca da Gronelândia, o Presidente norte-americano também fez comentários sobre a tensão com o país do Médio Oriente, recordando o ataque às infraestruturas nucleares em junho que colocou fim à guerra de 12 dias com Israel, e sugerindo que uma agressão semelhante poderia voltar a acontecer.

Na entrevista, o Presidente norte-americano voltou a falar sobre a alegada intenção do regime iraniano de executar pessoas detidas nos protestos no Irão, justificando as ameaças de uma intervenção militar na última semana, que acabou por não se concretizar. “Iam enforcar pessoas. Disse que não o poderiam fazer, que se o fizessem seria feio. Não me lembro bem o que disse, mas foi algo do tipo. E eles cancelaram”. Entretanto, Trump confirmou que mantém a ameaça de sanções a países que continuarem a fazer negócios com o Irão. O jornalista questionou o Presidente norte-americano sobre os porta-aviões que se estão a movimentar em direção ao Médio Oriente, e se este deslocamento de ativos militares representa uma possível “ação futura”. “Esperamos que não haja ações futuras. Mas estão a atirar em pessoas indiscriminadamente nas ruas. E isto é algo importante para mim: iam enforcar 837 pessoas, a maioria jovens”, destacou, mais uma vez, o Presidente norte-americano.

Contudo, depois de negar a intenção de atacar o Irão, Donald Trump sugere que uma intervenção militar não está completamente descartada. “É um lugar difícil. Temos insistido firmemente para que terminem o programa nuclear”, disse, para em seguida mencionar o ataque a infraestruturas nucleares em junho de 2025. “Teriam uma arma nuclear provavelmente um mês depois, se não fosse o nosso ataque”, afirmou o Presidente norte-americano, reforçando: “Vamos descobrir como estão agora em relação ao programa nuclear. Não o podem ter. Algo que tenho sido muito forte é em insistir que precisam parar com o programa nuclear.” Comparando o ataque ao Irão à recente intervenção na Venezuela, deixou uma ameaça: “Se voltarem com o programa nuclear, vai acontecer de novo”.