A Lamborghini comercializou 10.747 veículos nos 12 meses de 2025, o que constitui um novo recorde para o fabricante italiano de superdesportivos. Este volume de vendas foi conseguido num ano particularmente difícil para o mundo automóvel, em que os confrontos na Ucrânia e em Gaza se somaram à batalha de tarifas iniciada pelos EUA para gerar uma flutuação cambial que desencorajou a aquisição de veículos, especialmente os mais caros.

É certo que, face a 2024, as vendas da Lamborghini aumentaram apenas 60 unidades este ano, materializando um crescimento consistente nos últimos cinco anos, após a pandemia. Mas é sempre bom ter presente que este construtor, em 2015, vendeu somente 3245 unidades, o que significa que as vendas globais triplicaram nos últimos 10 anos. E, para dificultar ainda mais a tarefa dos italianos, a marca está no processo de substituir o seu superdesportivo mais acessível e vendido, o Huracán, modelo cujas derradeiras unidades foram entregues no início de 2025 e cujo sucessor vai começar apenas a chegar aos clientes ainda em Janeiro.

De acordo com o CEO da Lamborghini, Stephan Winkelmann, o construtor de Sant’Agata Bolognese teve um comportamento desigual nos diversos mercados em que comercializa os seus veículos. Assim, das 10.747 unidades transaccionadas em 2025, a maior fatia do bolo das vendas foi entregue a clientes da EMEA (região que engloba Europa, Médio Oriente e África), nada menos do que 4.650 unidades, um valor 8% superior ao referente a 2024.

Menos bom foi o desempenho da marca transalpina na região APAC (Ásia-Pacífico, que inclui também China, Japão e Austrália), que adquiriu 2.750 unidades, o mesmo valor do ano anterior. A terceira região é a das Américas, onde a Lamborghini entregou 3.347 veículos   novos, ou seja, menos 11% que em 2024.

A Lamborghini não especificou como os seus modelos se “arrumaram” no ranking das vendas em 2025 mas, tradicionalmente, o Urus, o SUV da casa, é o líder, alcançando entre 55% e 60% do total das vendas. No desempenho comercial, o peso do Huracán, o coupé mais pequeno da marca, varia habitualmente de 25% a 30%, mas no ano passado este modelo só entregou unidades na primeira metade do ano. Já o Revuelto, o coupé grande e com motor V12, deverá aproximar-se dos 10% do total das unidades vendidas. Para 2026, com entrada em cena do novo Temerario que chega ao mercado este mês, substituindo o Huracán, permite antever mais um recorde de vendas para 2026.