Acompanhe o liveblog sobre os efeitos da tempestade Kristin

Ainda há milhares de clientes sem comunicações na sequência da passagem da tempestade Kristin, na madrugada desta quarta-feira.

Passadas mais de 24 horas, há clientes num “apagão” de comunicações. As três principais operadoras de telecomunicações — Meo, Nos e Vodafone — falam numa combinação de entraves que dificulta o trabalho no terreno. Além das dificuldades de acesso, devido a árvores caídas ou estradas alagadas, há ainda a falta de energia e a destruição de cabos e infraestruturas de telecomunicações, principalmente em regiões como Leiria ou Coimbra.

Num levantamento feito pelo Observador esta quinta-feira, as três empresas referem que têm equipas no terreno e que ativaram medidas de contingência, como a instalação de geradores, para tentar reestabelecer as comunicações.

A operadora de telecomunicações Meo explica que tem desde quarta-feira “mais de 1.500 técnicos no terreno” para tentar repor as comunicações nos locais afetados pela tempestade.

No entanto, a empresa refere que “as condições meteorológicas adversas, o estado calamitoso dos terrenos, a destruição total de infraestruturas e os cortes de abastecimento de energia elétrica têm sido os principais entraves à celeridade dos trabalhos por parte das equipas da Meo e, por consequência, à reposição dos serviços”.

“Neste momento, as situações mais críticas estão concentradas no distrito de Leiria. Pelas razões elencadas, ainda é prematuro prever quando estará garantida a reposição total dos serviços”, diz a operadora.

Além dos técnicos no terreno, há ainda equipas da empresa a “monitorizar a situação junto da ANEPC [Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil] e em contacto permanente com as autoridades e com os municípios, garantindo apoio contínuo e coordenação na gestão das ocorrências”.

Também a Nos fala numa “destruição sem precedentes” causada pela Kristin em Portugal, que inclui danos em “cabos e infraestruturas de telecomunicações, nomeadamente nas regiões de Leiria, Santarém e Coimbra”.

As equipas da empresa estão no terreno, em articulação com as entidades responsáveis, “e com mobilização total de meios, a trabalhar na reposição dos serviços”, diz fonte oficial da Nos.

À semelhança da Meo, também a Nos fala numa recuperação que está a ser “condicionada por vários fatores”. A empresa fala em “vias de acesso aos sites impedidas, as condições climatéricas que ainda se verificam, bem como a falta de energia”.

“O impacto da depressão Kristin levou à ativação, por parte da Nos, de todas as medidas de contingência disponíveis, incluindo a instalação de geradores, para permitir o restabelecimento progressivo dos serviços, de forma a que a normalidade seja reposta, o mais rapidamente possível, nas zonas mais afetadas”.

A Vodafone Portugal indica que “continua a monitorizar a situação e todas as suas equipas e parceiros estão no terreno a trabalhar na recuperação dos serviços interrompidos em zonas afetadas em todo o país”.

A operadora de telecomunicações nota que “o distrito de Leiria, por ter sido particularmente afetado, é também aquele onde a reposição dos serviços enfrenta maiores dificuldades”. Também menciona trabalhos que estão “dependentes de condições de acesso às infraestruturas afetadas e da reposição do fornecimento de energia”.

A Vodafone refere que enviou para “a cidade de Leiria, em articulação com a Proteção Civil, duas estações base móveis para reposição e reforço de cobertura em locais considerados estratégicos”, explica fonte oficial.

“Está a ser também reforçada a autonomia energética em três sites móveis em sítios igualmente estratégicos no centro da cidade, com a colocação adicional de geradores.” Em alguns locais, já conseguiu recuperar o serviço fixo, mas contextualiza que o acesso dos clientes a este serviço “está condicionado ao restabelecimento de energia elétrica nas suas habituações”.

Além da cidade de Leiria, a Vodafone diz que “reforçou nas últimas horas a autonomia energética de sites móveis, noutras cinco cidades da zona mais afetada – Marinha Grande, Nazaré, Figueira da Foz, Fátima e Peniche – com a colocação adicional de geradores”.

Na Figueira da Foz, por exemplo, a operadora diz que “já estão recuperados os serviços móvel e fixo”. Eespera que “outras localidades da zona centro (litoral e interior)” tenham também os serviços recuperados ao longo do dia.

Também a Fundação Vodafone “ativou a sua equipa de voluntários de resposta a situações de emergência, que vai dar apoio de conectividade a locais com necessidades críticas, definidas em articulação com a Proteção Civil”, acrescentou.

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