Cerca de 30 pessoas estão esta sexta-feira a ser retiradas preventivamente nas localidades de Póvoa de Manique e Carvalhos, no concelho de Azambuja, devido ao risco de instabilidade num açude provocado pela chuva intensa, disse à Lusa fonte camarária.
“Temos aqui um açude, com uma quantidade significativa de água, que começou a romper e há um perigo de uma das vertentes deslizar”, explicou à agência Lusa a vereadora da Proteção Civil da Câmara de Azambuja, Ana Coelho, adiantando que “por uma questão de segurança” o município está a retirar “as pessoas da Póvoa de Manique e de Carvalhos”, que são as populações e as localidades que se prevê que sejam afetadas.
A autarca adiantou que as cerca de três dezenas de pessoas retiradas destas povoações, foram encaminhadas para o quartel dos Bombeiros Voluntários Alcoentre, “para se manterem em segurança”.
Ana Coelho referiu que além desta situação verificada na zona mais norte deste concelho do distrito de Lisboa, continua a merecer a atenção das autoridades a subida das águas em Vila Nova da Rainha, onde na quinta-feira foi necessário retirar 10 pessoas de habitações.
“Em Vila Nova da Rainha continuam habitações em risco, não só agora também devido à depressão Marta que vem aí, em que se espera também bastante a chuva e vento, mas também relativamente às descargas das barragens e aumento de caudal da parte do rio Tejo”, apontou.
Entretanto, a Estrada Nacional 3 (EN3), que atravessa esta localidade que esteve durante o dia de quinta-feira cortada ao trânsito, devido ao avanço das águas, reabriu esta sexta-feira às 7h00.
Por outro lado, permanece isolada a aldeia ribeirinha do Porto da Palha, onde residem 12 pessoas.
“Neste momento, nós vamos mantendo contacto com eles e está tudo bem. Está tudo tranquilo”, ressalvou.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 8 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.
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