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A porta-voz das Forças Armadas justificou esta terça-feira a necessidade de uma conferência de imprensa sobre o apoio militar às populações afetadas pelas tempestades com declarações do Presidente da República de que houve “falhas de comunicação” por parte dos militares.
“Estamos a ir ao encontro das ordens do comandante Supremo das Forças Armadas e, portanto, estamos a aumentar os nossos momentos para esclarecer tudo o que for necessário esclarecer e transmitir as mensagens de confiança e tranquilidade”, defendeu a tenente-coronel Susana Pinto.
A militar falava durante a primeira conferência de imprensa organizada pelas Forças Armadas, na Academia Militar, concelho da Amadora, distrito de Lisboa, com a presença dos porta-vozes dos três ramos, com o objetivo de fazer um ponto de situação dos apoios prestados pelos militares após as tempestades que têm assolado o país.
No passado dia 6, o Presidente da República e comandante Supremo das Forças Armadas contestou que as Forças Armadas tenham chegado muito tarde ao terreno depois da tempestade Kristin, mas considerou que a falta de um porta-voz gerou a ideia de que estavam ausentes.
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Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, o que parece ter ocorrido foi “um problema de comunicação”, em que “o facto de não haver um porta-voz oral, e haver comunicados que ninguém lia, ninguém sabia, não eram conhecidos, é que levou à interpretação de que as Forças Armadas não estavam no terreno”.
“Foi tornado público que a comunicação que estávamos a fazer através de comunicados de imprensa, que até eram bastante replicados nas notícias, não estava a ser suficiente. Mas eu devo dizer que os comunicados de imprensa estavam a funcionar, na medida em que houve muitas notícias que replicaram as informações que eram transmitidas”, defendeu esta terça-feira a tenente-coronel Susana Pinto.
A militar defendeu que a comunicação das Forças Armadas “nunca esteve tão descentralizada”, uma vez que o EMGFA deu orientações aos ramos para que os chefes de equipa no terreno falassem diretamente com a comunicação social.
“Mesmo assim, o nosso Comandante Supremo entendeu que não era suficiente”, salientou, justificando a conferência de imprensa.
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