O PSD/Madeira entregou uma proposta de resolução na Assembleia Legislativa regional que exige o reforço da ação diplomática para libertação dos luso-venezuelanos detidos na Venezuela, indicou esta quarta-feira o grupo parlamentar social-democrata.

Em comunicado, o partido reconhece o acompanhamento diplomático realizado, referindo que “o embaixador, os cônsules e os consulados honorários na Venezuela têm estado atentos a esta situação”, mas considera que “é preciso fazer mais e fazer melhor”.

Citado na nota, o deputado Carlos Fernandes defende um “reforço claro da ação diplomática portuguesa”.

É preciso permitir que os cidadãos já libertados possam sair do país pelos canais diplomáticos, sem as medidas coercivas com que ainda se encontram“, sublinha.

Carlos Fernandes destaca a situação dos quatro luso-venezuelanos que permanecem detidos, recordando que o coronel Juan Francisco Rodríguez dos Ramos está privado de liberdade há mais de seis anos, encontrando-se “numa situação muito complicada”.

Refere-se também a Héctor Mario Ferreira Gonzalez, Adrian Leonardo de Gouveia de Sousa e Fernando Venâncio, sublinhando que “são cidadãos pelos quais estão profundamente empenhados em trabalhar”.

“Vamos continuar a lutar até à sua libertação plena”, garante.

A proposta de resolução intitulada “Pela libertação dos cidadãos portugueses detidos na Venezuela e pelo reforço da ação diplomática” será também remetida à Comissão Europeia, com o objetivo de “mobilizar uma resposta coordenada no plano europeu”.

Carlos Fernandes defende que “Portugal deve assumir um papel diplomático mais ativo no sentido da libertação destes cidadãos”, reiterando que o grupo parlamentar do PSD, partido maioritário que suporta o Governo Regional em coligação com o CDS-PP, continuará a trabalhar para que a proteção dos cidadãos detidos na Venezuela seja uma “prioridade efetiva da política externa nacional”.

Na segunda-feira, a organização não governamental (ONG) Foro Penal, que lidera a defesa jurídica dos presos políticos na Venezuela, disse que verificou 444 libertações no último mês, desde que o Governo interino anunciou um processo de libertação.

Este processo de abertura política do regime chavista teve início após a detenção, em janeiro, em Caracas, do seu líder Nicolás Maduro por forças norte-americanas.

Nas últimas semanas foram libertados os luso-venezuelanos Manuel Enrique Ferreira, Jaime Reis Macedo, Pedro Javier Rodriguez e Carla Rosaura da Silva Marrero.