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Estados Unidos testam novo drone kamikaze em ataques no Irão

Este artigo tem mais de 6 meses

Drone LUCAS faz parte de uma nova estratégia baseada em aparelhos não tripulados de baixo custo e descartáveis, que podem ser rapidamente lançados em grandes quantidades.

epa12787780 A handout satellite image made available by Vantor shows the destroyed drone base at Konarak, Iran, 01 March 2026. A joint US-Israeli military operation continued on its second day since targeting multiple locations across Iran in the early hours of 28 February 2026, with Iran later launching continuerd retaliatory attacks on Israel and across Gulf states.  EPA/SATELLITE IMAGE ©2025 VANTOR / HANDOUT -- MANDATORY CREDIT: SATELLITE IMAGE 2025 VANTOR -- THE WATERMARK MAY NOT BE REMOVED/CROPPED --HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES
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▲O drone está a ser utilizado nos ataques juntamente com bombardeiros estratégicos, caças e mísseis de cruzeiro

SATELLITE IMAGE ©2025 VANTOR / HANDOUT/EPA

▲O drone está a ser utilizado nos ataques juntamente com bombardeiros estratégicos, caças e mísseis de cruzeiro

SATELLITE IMAGE ©2025 VANTOR / HANDOUT/EPA

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Os Estados Unidos estão a aproveitar os ataques massivos que realizam desde sábado contra o Irão para testar um novo drone kamikaze norte-americano.

O Pentágono confirmou que o drone, denominado LUCAS (Low-Cost Uncrewed Combat Attack System ou Sistema de Ataque de Combate Não Tripulado de Baixo Custo) está a ser utilizado nos ataques juntamente com bombardeiros estratégicos, caças e mísseis de cruzeiro.

O Exército norte-americano reconhece que o drone foi inspirado Shahed-136 iraniano, frequentemente utilizado pela Rússia contra a Ucrânia.

O Comando Central norte-americano (Centcom) anunciou nas redes sociais estar a utilizar pela primeira vez na história estes drones kamikaze no mesmo dia em que os EUA, juntamente com Israel, lançaram os primeiros mísseis e drones contra alvos iranianos.

“Estes drones de baixo custo, modelados a partir dos drones Shahed do Irão, estão agora a infligir represálias fabricadas nos Estados Unidos”, afirmou o Centcom nas redes sociais.

https://twitter.com/CENTCOM/status/2027828397087334407

De acordo com as autoridades militares norte-americanas, o sistema faz parte de uma nova estratégia baseada em drones de baixo custo e descartáveis, que podem ser rapidamente lançados em grandes quantidades, uma tática inspirada nas lições da guerra na Ucrânia, onde milhares de drones económicos estão a ser utilizados por ambos os lados.

Nas operações na Ucrânia, a Rússia transformou o Shahed-136 no drone de ataque preferido, ao ponto de passar a produzir a própria versão da aeronave não tripulada, denominada Geran-2, com transferência de design e apoio iraniano.

As características do Shahed-136 são as que levaram tanto a Rússia como os Estados Unidos a decidirem copiar o design.

Os drones Shahed-136 são concebidos para voar até um alvo programado e detonar a carga explosiva. O aparelho mede cerca de 3,5 metros de comprimento, pesa cerca de 200 quilos e pode transportar uma ogiva explosiva com entre 40 e 60 quilos.

Com um design de asa delta, é propulsionado por um motor colocado na parte traseira e conta com uma antena para o sistema global de navegação por satélite, seja o GPS norte-americano, o russo Glonass ou o chinês BeiDou. Alguns especialistas apontam que a aeronave tem uma autonomia de até 2.000 quilómetros.

O que realmente transformou o Shahed-136 num sucesso é o baixo custo e a facilidade de produção em massa. Analistas estimam que cada unidade custa ao Irão cerca de 20 mil dólares (17,2 mil euros), muito inferior ao de sistemas não tripulados mais avançados, como o MQ-9 Reaper, norte-americano, cujo preço pode ultrapassar os 20 milhões de dólares (17,2 milhões de euros).

Esta diferença permite lançar grandes quantidades de drones para saturar defesas aéreas inimigas ou atacar vários alvos em simultâneo, uma estratégia conhecida como “massa acessível”, que ganha cada vez mais peso na doutrina militar moderna.

Os Estados Unidos adaptaram esse conceito para criar o LUCAS, embora com algumas modificações, tendo o modelo sido desenvolvido pela empresa norte-americana SpektreWorks utilizando exemplares do Shahed.

O alcance e carga útil não foram revelados pelas autoridades militares norte-americanas, que, no entanto, indicaram que o custo unitário ronda os 35 mil dólares (30,2 mil euros).

O analista militar canadiano Shahryar Pasandideh destacou que o design do LUCAS é “mais modular” do que o equivalente iraniano, o que permitiria integrar diferentes cargas úteis ou sistemas de comunicações e controlo.

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