Os prejuízos causados pelo mau tempo que se registou entre janeiro e fevereiro ascendem a dois milhões de euros no concelho de Aveiro, revelou esta quinta-feira a Câmara Municipal.

“Estima-se que haja aqui danos no valor aproximado de dois milhões de euros”, disse o vice-presidente da Câmara, Rui Santos, durante a reunião pública do executivo municipal.

No período antes da ordem do dia, Rui Santos, que tem a seu cargo o pelouro da Proteção Civil, referiu que a autarquia já fechou o relatório com os danos registados no concelho e enviou-o para a tutela na terça-feira.

O vereador deu conta da existência de dezenas de candidaturas, incluindo 31 na parte da habitação, adiantando que uma equipa técnica está a fazer a validação dos danos apresentados.

Relativamente às instituições, infraestruturas e bens de natureza municipal, Rui Santos disse haver “umas largas dezenas de danos”, com destaque para os rombos nas margens do rio e alguns abatimentos de estradas, como a EN 230, registando-se ainda danos no Centro Cultural de Eixo e em várias escolas.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou a 15 de fevereiro.