O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o voto por correio como “fraude” durante um evento realizado em Memphis, poucos dias depois de o próprio ter recorrido a este método para votar. “Votar por correio significa fraude por correspondência. Eu chamo a isto defraudar por correspondência, e precisamos de fazer algo a este respeito”, disse o líder norte-americano, citado pelo The Guardian, defendendo a necessidade de alterar o sistema.

Nos últimos meses, Trump tem reforçado as alegações de que o voto por correspondência está sujeito a fraude generalizada, pressionando o Senado a aprovar uma lei mais restrita sobre o processo eleitoral.

Trump anuncia intenção de abolir voto por correspondência

Donald Trump nunca reconheceu a sua derrota nas eleições presidenciais de 2020 para o ex-Presidente democrata Joe Biden e denunciou, sem fundamento, fraudes eleitorais em massa, especialmente no voto por correspondência — um método amplamente utilizado nos Estados Unidos.

Apesar destas críticas, registos oficiais indicam que Trump optou por votar por correspondência numa eleição especial para a Câmara dos Representantes, no distrito 87, que inclui o seu clube de golfe Mar-a-Lago. O Presidente dos Estados Unidos apoiou o candidato republicano Jon Maples na disputa contra a democrata Emily Gregory.

Em resposta às críticas, a porta-voz da Casa Branca Olivia Wales desvalorizou o caso e afirmou que a decisão do líder norte-americano de votar por correspondência “não é notícia“.

“Como afirmou o Presidente Trump, a Lei SAVE America prevê exceções sensatas para que os norte-americanos possam utilizar o voto por correspondência em casos de doença, deficiência, serviço militar ou viagens. Mas o voto universal por correspondência não deveria ser permitido, uma vez que é altamente suscetível a fraudes”, acrescentou Wales no comunicado citado pelo Guardian.

Esta não foi a primeira vez que Trump recorreu ao voto por correspondência. Em 2020, durante as primárias presidenciais utilizou este método, apesar de, na altura, ter acusado os democratas de tentarem “manipular” as eleições através deste sistema.