O número de casos de uso ou posse de arma nas escolas portuguesas aumentou 50% num ano: de 76 para 114 casos. Os dados constam do RASI (Relatório Anual de Segurança Interna) de 2025, divulgados na passada terça-feira. E revelam ainda que houve uma diminuição do número de ocorrências de caráter criminal nas escolas, mas apenas de 0,9%.
No último ano letivo (2024/2025), as forças de segurança, no âmbito do programa Escola Segura, registaram um total de 8.133 ocorrências, o que se traduz num aumento de 14,1% relativamente a 2024. Destas, 5.694 tiveram caráter criminal, sendo que se registou uma diminuição ligeira face ao ano letivo 2023/2024, em que se registaram 5.747 ocorrências de caráter criminal nas escolas portuguesas.
Os dados revelados agora pelo RASI permitem ainda concluir que, desde o ano letivo 2015/2016, o ano em que se registou um valor mais baixo destas ocorrências foi em 2020/2021, em plena pandemia.
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Em 2024/2025 (tal como no ano anterior) a ocorrência que mais se registou nas escolas foram ofensas à integridade física: um total de 2.198 (menos 51). A seguir surgem um total de 1.394 casos de injúria/ameaça (menos 49); 931 casos de furtos (menos 75); 322 atos de vandalismo (menos 18); e 182 casos de ofensas sexuais (mais 11).
O número de casos de posse ou uso de arma não consta da lista de principais ocorrências registadas pelas forças de segurança neste relatório. Contudo, a par das ofensas sexuais, foram as únicas ocorrências criminais que parecem ter registado um aumento do número de casos.
Segundo o RASI, a maioria das ocorrências (sejam elas criminais ou não) ocorreram no interior do recinto escolar. Sendo que, “de entre as ocorrências que tiveram lugar no exterior do estabelecimento de ensino, uma parte ocorreu nos percursos casa-escola-casa ou nos percursos relacionados com atividades extracurriculares”, lê-se no relatório.
No relatório RASI deste ano consta ainda que as principais ocorrências em contexto escolar ocorreram em Lisboa (2.152), Setúbal (1.212) e Porto (1.129).