O PCP em Lisboa criticou esta quarta-feira o que considerou a “pobreza absoluta” das comemorações do 25 de Abril promovidas pelo município, sem o tradicional concerto na noite de 24 para 25 pelo segundo ano consecutivo.

“Entendemos que está a ser levado à letra aquilo que foi dito pela deputada municipal do Chega na Assembleia Municipal de Lisboa [Margarida Bentes Penedo], a propósito da cultura — “agora é a nossa vez” de governar — e com isto quer dizer que Lisboa, cidade de abril, vira costas à comemoração do Dia da Liberdade”, afirmou à Lusa fonte oficial do PCP em Lisboa.

O assunto foi abordado pelo vereador do PCP, João Ferreira, na reunião privada desta quarta-feira da Câmara Municipal de Lisboa (CML), que decorreu nos Paços do Concelho.

Segundo a mesma fonte, em resposta ao vereador comunista, o vice-presidente da CML, Gonçalo Reis, salientou a autonomia da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), responsável por esta programação, referindo que a não realização do concerto na noite de 24 para 25 de abril é legítima por parte da empresa municipal.

A Lusa questionou a governação PSD/CDS-PP/IL, liderada por Carlos Moedas, relativamente às críticas do PCP, mas ainda aguarda resposta.

Na reunião desta quarta-feira, João Ferreira abordou ainda a nomeação de Pedro Mexia como novo programador do 5L — Festival Internacional de Literatura e Língua Portuguesa, apontando que a CML optou novamente por uma nomeação direta e não pelo lançamento de um concurso, tal como aconteceu com a substituição de Rita Rato por Anabela Valente à frente do Museu do Aljube.

De acordo com o PCP, o vice-presidente da CML, Gonçalo Reis, considerou que se trata de uma escolha “altamente qualificada” e uma decisão legítima da EGEAC, reiterando que, na sua opinião, nem todas as nomeações têm de ser por concurso.