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O Irão condenou o bloqueio naval dos Estados Unidos ao estreito de Ormuz, com início previsto para esta segunda-feira, como um ato de pirataria, ameaçando que nenhum porto no Golfo Pérsico estará seguro se os iranianos estiverem ameaçados.

“As restrições impostas pelos Estados Unidos, um país criminoso, à navegação e ao trânsito marítimo em águas internacionais são ilegais e constituem um ato de pirataria“, declarou o segundo o porta-voz do Comando Central, tenente-coronel Ebrahim Zolfaqari, em declarações divulgadas pelos meios de comunicação estatais.

“Se a segurança dos portos da República Islâmica nas águas do Golfo Pérsico e do Mar Arábico estiver ameaçada, nenhum porto no Golfo Pérsico e no Mar Arábico estará seguro”, segundo o porta-voz do Comando Central.

Zolfaqari reiterou que Teerão continuará a “impor firmemente um mecanismo de controlo permanente para o Estreito de Ormuz”, segundo o qual não permitirá a passagem de “embarcações ligadas ao inimigo”.

“Outras embarcações, que respeitem as normas estabelecidas pelas Forças Armadas iranianas, poderão ainda atravessar o estreito”, assegurou.

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Os Estados Unidos anunciaram no domingo que iriam começar a bloquear todo o tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos a partir desta segunda-feira às 14h00 GMT (15h00 em Lisboa).

“O bloqueio será aplicado de forma imparcial às embarcações de todas as nações que entrem ou saiam dos portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã”, afirmou o Comando Central (CENTCOM) do EUA.

O anúncio do CENTCOM surgiu depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito que os EUA iriam bloquear o Estreito de Ormuz e ter acusado o Irão de manter as suas “ambições nucleares”, após as conversações de paz no Paquistão, durante o fim de semana, terminarem sem um acordo.

O Irão mantém encerrada esta via navegável estratégica, por onde passa um quinto do petróleo mundial, em retaliação pela ofensiva conjunta dos EUA e de Israel lançada em 28 de fevereiro contra a República Islâmica.