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O diretor do serviço de informações externas de Israel, Mossad, avisou esta terça-feira que a missão de Israel para mudar o regime no Irão “ainda não terminou” e prevê a continuação da campanha militar após o cessar-fogo em vigor.
“Não pensávamos que esta missão fosse concluída imediatamente com o fim dos combates. Mas também prevíamos que a nossa campanha continuaria e se materializaria no período posterior aos ataques a Teerão“, declarou David Barnea durante uma cerimónia realizada na sede da Mossad para assinalar o Dia Internacional da Memória do Holocausto.
Citado pelo jornal Yedioth Ahronoth, o diretor do serviço de informações reiterou que o objetivo de Israel não será alcançado até que o regime da República Islâmica caia.
“Este regime que procura a nossa destruição deve desaparecer da face da Terra”, declarou, sem explicar em que condições a teocracia iraniana pode colapsar, após um mês e meio de operações militares dos Estados Unidos e Israel.
Washington e Teerão chegaram a um acordo de cessar-fogo há uma semana, que Israel aceitou, a poucas horas de expirar o prazo de um ultimato dado à República Islâmica pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para levantar o seu bloqueio ao Estreito de Ormuz, sob ameaça de apagar “uma civilização inteira”.
Delegações dos Estados Unidos e do Irão estiveram reunidas no passado fim de semana em Islamabad, mas as negociações de paz mediadas pelo Paquistão não produziram resultados.
Após o fracasso desta ronda de diálogo, Donald Trump anunciou um bloqueio naval aos portos iranianos, que entrou em vigor na segunda-feira.
O chefe do Governo israelita anunciou no domingo a substituição de Barnea pelo general do Exército Roman Gofman na Mossad por um período de cinco anos.
Gofman desempenhava funções de secretário militar de Netanyahu e inicia funções no dia 2 de junho.
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