Vários setores da Função Pública e outros serviços do setor privado estão a emitir pré-avisos de greve para esta sexta-feira, 17 de abril, dia para o qual está marcada uma manifestação nacional da CGTP contra o pacote laboral, em Lisboa, que vai partir da zona do Saldanha e terminar num protesto à frente da Assembleia da República. A greve é justificada com a participação dos trabalhadores na ação de luta, com vários sindicatos a convocar paralisações para esse dia.
Entre os representantes dos trabalhadores que emitiram pré-avisos de greve estão o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas, bem como o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal e a Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria E Turismo de Portugal (FESAHT).
Também a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) emitiu um pré-aviso de greve “para que um maior número de trabalhadores docentes possam participar nesta manifestação”, especificando que o aviso abrange “todo o trabalho nesse dia e para os professores e educadores” que pretendam participar no protesto, que começa às 14h30.
Já o Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos, do Audiovisual e dos Músicos (Cena-STE) convocou greve para sexta-feira, apelando à participação na manifestação nacional “Abaixo o Pacote Laboral”, marcada pela CGTP para esse dia, em Lisboa.
Já estão definidos serviços mínimos para os trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) e várias outras em todo o país.
Quando anunciou a manifestação nacional, em março, o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou que a proposta de revisão da legislação laboral representa um “profundo retrocesso para todos os trabalhadores”. Apelou a um “esforço coletivo” para que a manifestação fosse “um grande momento de luta” e de “afirmação”.
Para o dia anterior, esta quinta-feira, está marcada reunião da Comissão Permanente da Concertação Social (CPCS), que vai juntar Governo, as quatro confederações patronais, bem como a UGT e a CGTP. Desde que o anteprojeto foi apresentado, a CGTP tem realizado várias ações de luta para exigir a retirada da proposta.
Artigo corrigido com a informação de que foi a FESAHT e não a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) a emitir um pré-aviso de greve