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O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, afirmou que os ataques gratuitos contra o Papa Leão XIV são inaceitáveis, reagindo às provocações feitas pelo chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, contra a igreja católica.
“Estamos com o Papa Leão XIV, o líder global mais respeitado. Ataques gratuitos contra o Papa Leão XIV e a deturpação da sua posição são inaceitáveis. O Papa nunca afirmou que a posse de armas nucleares é aceitável. O Irão não possui armas nucleares. Israel possui”, escreveu, terça-feira, o também prémio Nobel da Paz na sua página no Facebook.
O Presidente dos Estados Unidos afirmou que o Papa é “terrível em política externa”, aludindo às críticas de Leão XIV sobre o Irão e a Venezuela, e instou-o a “deixar de agradar à esquerda radical”.
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Em causa estava o discurso proferido pelo Sumo Pontífice na Basílica de São Pedro, em Roma, no sábado, em que Leão XIV denunciou os belicistas e as “demonstrações de força”, numa das suas críticas mais veementes até à data aos conflitos armados que assolam o mundo.
“Não quero um Papa que ache que está bem o Irão ter uma arma nuclear. Não quero um papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela (…). E não quero um papa que critique o Presidente dos Estados Unidos quando estou a fazer exatamente aquilo para que fui eleito”, declarou Donald Trump.
Leão XIV respondeu que não teme a administração norte-americana e reiterou o seu compromisso de “erguer a voz para construir a paz”.
Em Timor-Leste, 98% dos cerca de 1,3 milhões de habitantes são católicos.