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Detido colaborador de Maria Corina Machado ao regressar à Venezuela

Ángel León foi detido no posto de controlo rodoviário ao regressar à Venezuela. "A nossa filha de três anos espera a chamada do pai, que não é um criminoso", afirma a sua companheira, Wilmary Mejías.

epa12896860 Venezuelan opposition leader and Nobel Peace Prize 2025 winner Maria Corina Machado (C) speaks to members of the news media after a meeting with Spain's Vox party leader Santiago Abascal (not pictured) during her visit to Madrid, Spain, 17 April 2026.  EPA/FERNANDO VILLAR
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▲"Ángel viajava acompanhado de outro cidadão que trabalha como taxista, o qual também se encontra detido", afirma o partido Vente Venezuela

FERNANDO VILLAR/EPA

▲"Ángel viajava acompanhado de outro cidadão que trabalha como taxista, o qual também se encontra detido", afirma o partido Vente Venezuela

FERNANDO VILLAR/EPA

O partido Vente Venezuela (VV), da líder da oposição Maria Corina Machado disse esta segunda-feira que as autoridades venezuelanas detiveram, no domingo, o colaborador Ángel León, quando regressava ao país desde a vizinha Colômbia.

Numa mensagem divulgada na rede social X, o VV começou por dizer que perdeu o contacto com o coordenador do Distrito Capital, Ángel León, quando este regressava à Venezuela por via terrestre.

“De acordo com as informações de que dispomos, ele está detido no posto de controlo rodoviário situado na Troncal 5, no setor de La Pedrera, na estrada Táchira-Barinas”, explicou.

Segundo o VV, “Ángel viajava acompanhado de outro cidadão que trabalha como taxista, o qual também se encontra detido”. “A ambos lhes foram retirados os documentos e os telemóveis. Responsabilizamos o regime pela integridade do nosso companheiro Ángel León e do seu acompanhante, e exigimos a sua libertação imediata, concluiu.

A detenção de Ángel León foi também denunciada pela sua companheira, Wilmary Mejías, num vídeo divulgado na plataforma Instagram.

“O Ángel regressou esta segunda-feira ao país por via terrestre para continuar o seu trabalho em prol da Venezuela e da democracia. A nossa filha de três anos espera a chamada do pai, que não é um criminoso. Responsabilizo o regime pela sua integridade e exijo a sua libertação imediata”, afirma Wilmary Mejías no vídeo.

Segundo a organização não-governamental (ONG) Justiça, Encontro e Perdão (EJP), em 14 de maio estão detidas, na Venezuela, 663 pessoas por motivos políticos, 86 delas mulheres e 577 homens.

Entre os presos contam-se 27 cidadãos estrangeiros, cinco dos quais, segundo a comunidade lusa local, têm nacionalidade portuguesa.

Entre os presos políticos estão 201 funcionários ativos dos organismos de segurança, um ativista e 360 civis. Também 31 representantes de organizações políticas, 39 antigos funcionários do Estado, três sindicalistas e um jornalista (em prisão domiciliária).

“Entre o total (663) há 20 pessoas das quais não se tem informação oficial sobre o seu paradeiro. Além disso, contabilizámos 29 venezuelanos com dupla nacionalidade”, explicou a JEP num balanço divulgado nas redes sociais.

Na quinta-feira, o coordenador-geral do Programa Venezuelano de Ação e Educação em Direitos Humanos (Provea), Óscar Murillo, denunciou que a Venezuela mantém violações às convenções internacionais e aos direitos de estrangeiros e cidadãos com dupla nacionalidade, incluindo os portugueses.

“Estão a violar os Acordos de Genebra e as convenções internacionais. É um direito que cada cidadão com dupla nacionalidade tem de se dirigir a esse país [da segunda nacionalidade] para receber assistência consular. Isso não é um presente, não é uma concessão, é algo que está contemplado no Direito Internacional”, disse.

Óscar Murillo explicou à Lusa que quando alguém é detido, as autoridades venezuelanas “devem notificar imediatamente o consulado”, sublinhando que “isso não tem acontecido e, além disso, tem sido negado, às pessoas, o direito à defesa”.

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