Acompanhe o nosso artigo em direto sobre tensões internacionais
O chefe da diplomacia da Jordânia afirmou esta segunda-feira em Lisboa que os “desafios enormes” no Médio Oriente só podem ser ultrapassados através da cooperação entre países que defendem a paz, agradecendo a Portugal o reconhecimento do Estado da Palestina.
“A nossa região está a passar por desafios enormes neste momento. As crises estão por todo o lado e só trabalhando juntos, nós, com ideias semelhantes, que acreditamos na paz, segurança e estabilidade e acreditamos na Carta das Nações Unidas, no Direito Internacional e na ordem baseada em regras, podemos ultrapassar estas crises e criar um futuro de paz, estabilidade e prosperidade para todo o nosso povo“, afirmou o vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros jordano, Ayman Safadi, em Lisboa.
O governante jordano foi recebido no Palácio das Necessidades pelo ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, a quem agradeceu “imenso” a decisão do Governo de reconhecer a Palestina como Estado, em setembro passado.
A decisão, comentou, “refletiu o seu compromisso com a paz e a estabilidade na região”, dirigindo-se ao ministro português, durante uma conferência de imprensa após o encontro. “Valorizamos o que [Portugal] traz para a mesa em termos do vosso compromisso com a paz, do vosso compromisso com a estabilidade da região e do vosso trabalho contínuo, tanto diretamente como através dos nossos parceiros na União Europeia”, destacou Ayman Safadi.
O Governo jordano, acrescentou, também aprecia “imenso” os “esforços e posição” de Portugal em relação ao Médio Oriente, bem como a “posição do lado da justiça, da paz, da segurança, do direito do povo palestiniano a viver e à dignidade e liberdade no seu próprio Estado soberano, lado a lado, com Israel”.
Antes, o ministro português tinha comentado que, quando o Governo preparava o reconhecimento da Palestina, trocou várias vezes opiniões com o ministro Ayman Safadi, “cujos conselhos foram realmente muito esclarecedores e ajudaram muito” as autoridades portuguesas.
“A Jordânia é um ator-chave no Médio Oriente e um grande defensor e promotor da solução de dois Estados, que também partilhamos”, salientou. Rangel destacou que Portugal e Jordânia “são dois bons amigos com fortes laços históricos, com uma visão política muito semelhante em política internacional, defesa do multilateralismo, defesa da Carta das Nações Unidas, defesa da resolução diplomática de todos os conflitos”. “Ambos partilhamos os valores da paz no Médio Oriente”, disse ainda Paulo Rangel.