Kevin Warsh toma esta sexta-feira posse como presidente da Reserva Federal (Fed) dos EUA, sucedendo a Jerome Powell, numa cerimónia na Casa Branca com a presença do Presidente norte-americano Donald Trump.
A sua nomeação foi confirmada na semana passada pelo Senado norte-americano, numa votação maioritariamente partidária, por 54 votos contra 45, para assumir o cargo de Powell, cujo mandato terminou dia 15 de maio.
Na tomada de posse, Kevin Warsh prometeu uma instituição “orientada para a reforma”, que aprende com sucessos e fracassos: “Para cumprir esta missão, pretendo liderar uma Reserva Federal orientada para a reforma, que aprenda com os seus sucessos e fracassos passados e que adira a padrões claros de integridade e desempenho”, afirmou, na presença do Presidente dos EUA, Donald Trump.
O novo presidente instou os membros do Conselho da Fed a perseguirem os seus objetivos “com sabedoria, clareza, independência e determinação”. Warsh defendeu ainda que “a inflação pode ser mais baixa, o crescimento mais forte, os salários reais mais elevados e os EUA mais prósperos”.
Donald Trump tentou acelerar a saída de Jerome Powell, responsável que nomeou para chefiar a instituição durante o primeiro mandato, mas que criticou consistentemente por não reduzir as taxas de juro para apoiar a economia.
No entanto, Powell completou o seu mandato de oito anos como presidente da Fed e também anunciou que permanecerá na instituição como membro do Conselho de Governadores (cargo que poderá exercer até janeiro de 2028), enquanto enfrentar pressões políticas e legais.
Warsh, escolhido por Trump, vai presidir à sua primeira reunião do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) nos dias 16 e 17 de junho, num clima marcado pelas exigências da Casa Branca para que a Fed avance com um relaxamento monetário ainda maior — ou seja, corte as taxas de juros — para impulsionar o crescimento económico.
No entanto, Warsh enfrentará um conselho pouco inclinado a reduzir as taxas, de acordo com as atas da última reunião, num momento em que a maioria dos membros reconhece que a inflação permanece alta e que o encerramento do estreito de Ormuz aumentou os preços da energia e de outros bens e serviços.
O responsável, de 56 anos, regressa à instituição 20 anos depois de dar os primeiros passos como banqueiro central, sendo que aos 35 anos foi nomeado o governador mais jovem da história. Foi membro do Conselho de Governadores da Fed de 2006 a 2011.