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O Presidente norte-americano, Donald Trump, advertiu esta segunda-feira que um eventual acordo com o Irão terá de ser “excelente e significativo”, caso contrário não será concretizado, depois de ter admitido no sábado que estava iminente.
“Ou o acordo com o Irão será um acordo excelente e significativo, ou não haverá acordo“, escreveu Trump numa rede social própria.
Trump começou por anunciar no sábado que o acordo estava quase finalizado, para no dia seguinte assegurar ao aliado Israel que iria incluir a questão do programa nuclear iraniano, que Teerão recusa discutir.
Ainda antes da advertência de segunda-feira, já tinha moderado as expectativas ao dizer que dera instruções aos negociadores para que não se apressassem, porque o tempo estava do lado dos Estados Unidos.
Pelo meio, o Paquistão, mediador do acordo, anunciou que esperava acolher muito em breve uma nova ronda de negociações entre os Estados Unidos e o Irão, enquanto o chefe do exército paquistanês se deslocava a Teerão.
O cenário positivo, pelo menos até sábado, trouxe alívio aos mercados e os preços do petróleo caíram esta segunda-feira abaixo da barreira dos 100 dólares, o que não acontecia há duas semanas, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).
Já esta segunda-feira, o porta-voz da diplomacia do Irão admitiu progressos nas negociações, adiantando mesmo que as partes chegaram a “uma conclusão sobre grande parte das questões”, mas recomendou prudência.
“Daí a dizer que a assinatura de um acordo é iminente, ninguém o pode afirmar”, declarou Esmaeil Baghaei, acusando Washington de ser versátil.
Os ataques contra o Irão têm estado em pausa com a entrada em vigor de um cessar-fogo em 8 de abril, com que Washington e Teerão concordaram para dar vez às negociações promovidas pelo Paquistão.
O fracasso de uma primeira ronda em Islamabad em abril levou Trump a ordenar um bloqueio naval ao Irão, o que agravou a situação no estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão desde o início da guerra.
Passagem habitual de um quinto dos hidrocarbonetos consumidos no mundo, o bloqueio do estreito de Ormuz causou uma subida acentuada dos preços do petróleo e o receio de uma recessão económica global.
O Japão, uma das economias mais robustas do mundo, anunciou esta segunda-feira a apresentação em breve de um orçamento suplementar para ajudar as famílias a enfrentar o aumento do custo de vida causado pela guerra no Médio Oriente.
A guerra foi desencadeada por um ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, em 28 de fevereiro.
Teerão respondeu com o bloqueio do Estreito de Ormuz e com ataques contra países da região, generalizando o conflito a uma parte significativa do Médio Oriente.
A guerra provocou já milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano, arrastado para o conflito pelos ataques do grupo libanês pró-iraniano Hezbollah contra Israel.