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Acampamento mais alto do Monte Evereste acumula toneladas de lixo e reacende debate da sobrelotação

Tendas antigas, embalagens de alimentos, garrafas de oxigénio, sacos de transporte e recipientes de gás são alguns dos resíduos encontrados no Everest. Alguns dos detritos remontam a 1957.

Monte Everest
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▲O Evereste enfrenta há décadas um grave problema ambiental, apesar das várias campanhas de limpeza realizadas ao longo dos anos

Angelova Angelina Instagram

▲O Evereste enfrenta há décadas um grave problema ambiental, apesar das várias campanhas de limpeza realizadas ao longo dos anos

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O acampamento mais elevado do Monte Everestee está cada vez mais degradado devido à acumulação de lixo, sendo que alguns dos detritos têm 69 anos, revelou o Everest Today, na segunda-feira.

Situado a cerca de 7.900 metros de altitude, o acampamento é o último ponto de descanso antes da tentativa final de ascensão ao topo da montanha mais alta do mundo.

“O lixo deixado no local consiste sobretudo em tendas antigas, embalagens de alimentos, recipientes de gás, garrafas de oxigénio, sacos de transporte e cordas utilizadas tanto na escalada como na fixação das tendas”, referiu Ang Babu Sherpa, responsável pelas operações de limpeza, em declarações ao The Telegraph.

Numa publicação na rede social X, o Everest Today lamentou a situação: “O que deveria ser um dos lugares mais extraordinários do planeta tornou-se, em muitos aspetos, um dos exemplos mais evidentes da comercialização excessiva. Transformaram o acampamento mais alto do mundo num verdadeiro cemitério de equipamento de escalada. A montanha merece melhor”.

O problema surge numa altura em que o Evereste regista níveis elevados de afluência. Imagens captadas a 21 de maio mostram extensas filas de montanhistas a avançar lentamente em direção ao topo. Esta situação reacendeu o debate sobre a sobrelotação e a crescente comercialização da montanha. O congestionamento foi também impulsionado pela emissão, por parte das autoridades nepalesas, de um número recorde de 492 licenças de escalada.

Segundo Tim Mosedale, líder britânico de expedições que já atingiu o topo sete vezes, o Evereste está a atrair cada vez mais pessoas com preparação insuficiente e pouca experiência, motivadas pela visibilidade nas redes sociais. “Há cada vez mais pessoas com um drone e uma conta de Instagram à procura de conteúdo”, afirmou ao The Telegraph. “Quando pessoas sem a preparação adequada se aventuram na montanha, colocam também a vida dos sherpas em risco. Muitas não percebem o quão perto estão do limite da segurança”.

O Evereste enfrenta há décadas um grave problema ambiental. Apesar das várias campanhas de limpeza realizadas ao longo dos anos, a altitude extrema e as condições meteorológicas adversas tornam estas operações particularmente difíceis e perigosas. A sobrelotação de montanhistas pode ser um risco crescente para o problema ambiental do Monte Evereste.

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