Actualmente com uma gama limitada ao segmento B, veículos com carroçaria hatchback ou SUV com comprimento até 4,1 metros, a Fiat revelou o Grizzly, SUV que lhe permite dar o salto para o segmento C, o mais vendido na Europa. O construtor italiano do grupo Stellantis avança que o Grizzly, disponível na versão normal e Fastback, terá um comprimento “inferior a 4,5 metros”, o que lhe permite oferecer mais espaço no habitáculo e na mala, piscando o olho às famílias que até aqui tinham dificuldades em se satisfazer com a oferta actual, que se estende do 600 (4,17 m), ao 500 (3,63 m), passando pelo Grande Panda (3,99 m) e pelo Pandina (3,65 m).

Esteticamente, o Grizzly apresenta linhas atraentes e modernas, em linha com o que poderíamos esperar de um Grande Panda em ponto grande. E, tal como o Grande Panda, disponibilizará mecânicas a gasolina, híbridas e 100% eléctricas, sendo as unidades destinadas à Europa produzidas em Kinitra, a fábrica marroquina do grupo que assim entra na produção de veículos de maiores dimensões, mantendo, contudo, os custos de produção em baixa.

O novo SUV da Fiat foi concebido sobre a plataforma Smart Car da Stellantis, que já deu origem aos Citroën C3 e C3 Aircross, ao Fiat Grande Panda e ao Opel Frontera, sendo um chassis desenvolvido tendo como objectivo a produção de veículos com custo controlado, uma vez que para as outras propostas do grupo existe a STLA Small. Daí que não seja de esperar grandes diferenças entre o Grizzly e o C3 Aircross ou o Frontera, uma vez que além do chassis e da fábrica, partilham igualmente as mecânicas e as baterias.

Assim, quando a Fiat afirma que o Grizzly terá um comprimento inferior a 4,5 metros, não será expectável que ultrapasse muito os 4,395 m do Aircross, ou os 4,385 m do Frontera, ficando próximo dos 4,343 m do Duster, o mais vendido deste tipo de veículos. O maior comprimento assegura ainda espaço para reforçar a bagageira, que assim sobe dos 361 litros do Grande Panda para os 460 litros do C3 Aircross e Frontera, com o Grizzly a dever alinhar pela mesma bitola.

Em termos mecânicos e a avaliar pelo que oferecem os seus “irmãos” produzidos em Marrocos, podemos antecipar para o Grizzly uma versão com cerca de 100 cv a gasolina, de entrada na gama, a ser completada por uma versão ICE mais potente e híbrida. O novo SUV da Fiat irá ser proposto com motor eléctrico, que deverá manter os 113 cv dos “colegas” marroquinos. E tudo indica que usufruirá de duas capacidades distintas de baterias, uma mais pequena com os 43,8 kWh e 54 kWh úteis do C3 Aircross e do Frontera, a primeira a garantir uma autonomia de 304 km e a segunda 406 km.

O novo Grizzly tem chegada ao mercado agendada para a segunda metade do ano, oferecendo duas carroçarias distintas, ao contrário das propostas similares da Citroën e da Opel. A primeira, a mais volumosa e com mais espaço, especialmente na bagageira, assume linhas mais convencionais, com a segunda carroçaria, denominada Fastback, a exibir uma traseira mais inclinada, com um certo ar de coupé, para os clientes que pretendam um SUV de aspecto mais dinâmico, ainda que à custa do espaço interior. Os preços ainda não são conhecidos, mas não devem andar longe dos 27.340€ do C3 Aircross e dos 27.490€ do Frontera (sempre com a bateria mais pequena), cerca de três mil euros acima do mais pequeno Grande Panda eléctrico que, curiosamente, monta um motor com 113 cv e uma bateria com 43,8 kWh.