A greve geral de dia 3 de junho teve um impacto significativo na atividade assistencial do Serviço Nacional de Saúde, tendo levado ao adiamento de cerca de 30 mil consultas e cirurgias e de mais de 20 mil exames e análises, de acordo com os dados enviados ao Observador pela Direção Executiva do SNS.

Convocada pela CGTP, a greve geral — a segunda em Portugal num período de seis meses — provocou o adiamento 1.054 cirurgias e de 28.776 consultas, segundo a informação recolhida ao longo das últimas três semanas pela DE-SNS junto das Unidades Locais de Saúde (ULS). Desta forma, ficaram por realizar 66% das cirurgias programadas e de 34% das consultas previstas para esse dia.

No âmbito dos Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica (MCDT) — que incluem exames e análises clínicas — ficaram por realizar 50% dos atos previstos para o dia 3 de junho, o que traduziu no adiamento de 21.079 atos.

SNS. Mais de 37 mil cirurgias e consultas ficaram por realizar no dia da greve geral

A DE-SNS garante que as unidades de saúde “estão a proceder à reprogramação da atividade não realizada, procurando minimizar, tanto quanto possível, o impacto na prestação de cuidados aos doentes”.

Tal como noutros setores de atividade, a greve geral de junho teve um impacto menor no SNS do que a greve geral de 11 de dezembro, que teve o apoio da CGTP mas também da UGT. A 11 de dezembro, foram adiadas 1.646 cirurgias nos hospitais públicos e ainda 35.758 consultas (respetivamente, 88% e 37,5% das cirurgias e consultas previstas para esse dia).