Vinte e seis antigos funcionários da Meta – empresa-mãe do Facebook, Instagram e WhatsApp – processaram a empresa por alegado uso de softwares de Inteligência Artificial (IA) contra trabalhadores com problemas de saúde para selecionar com quem a empresa negociava os layoffs.
Na ação interposta junto do Tribunal Distrital do Distrito Norte da Califórnia, segundo a Reuters, alega-se que “a companhia se baseou em fatores como a produtividade e o uso de tokens de IA quando começou a cortar milhares de empregos no início deste ano, prejudicando pessoas que se ausentaram do trabalho por motivos de saúde”, como funcionárias que estavam em licença de maternidade, trabalhadores com deficiências ou que estavam de baixa médica.
Um porta-voz da Meta afirmou à agência de notícias que as acusações não têm fundamento e que “a gestão da força de trabalho e as decisões organizacionais eram e são tomadas por pessoas, não por IA”.
Em abril deste ano, a Meta anunciou que iria aplicar layoffs a cerca de 10% da sua força produtiva a nível mundial, correspondente a cerca de oito mil trabalhadores, com mais cortes a serem aplicados ao longo do ano.