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Palácio do Grilo fechou as portas do seu restaurante e teatro e será transformado em hotel

Classificada como Monumento de Interesse Público em 2011, a antiga casa do Duque de Lafões funcionou nos últimos anos como restaurante, bar e teatro. Passa agora por obras para a abertura de um hotel.

Edifício com 200 divisões foi erguido num terreno de mais de 7 mil metros quadrados
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▲Edifício com 200 divisões foi erguido num terreno de mais de 7 mil metros quadrados

Palácio do Grilo/DR

▲Edifício com 200 divisões foi erguido num terreno de mais de 7 mil metros quadrados

Palácio do Grilo/DR

O Palácio do Grilo, no Beato, espaço que nos últimos anos unia teatro, restaurante, bar e museu, será transformado em hotel. A informação foi confirmada ao Observador pela equipa responsável. “O palácio neste momento está em reestruturação prestes a iniciar as obras para um próximo hotel“, respondem em mensagem escrita.

Não são ainda conhecidas a data de abertura nem se o meio de hospedagem será também gerido pelo francês Julien Labrousse, dono do imóvel do século XVIII que em 2011 foi classificado como Monumento de Interesse Público.  A área antes aberta ao público está encerrada — apenas os eventos privados continuam a ocorrer. O Palácio do Grilo, refere a página oficial, funcionava como “um restaurante no meio de um teatro vivo, onde cada membro da equipa é um actor ou intérprete, pronto a surpreendê-lo. Uma experiência artística alegre e festiva para todos os públicos, a qualquer hora do dia”.

Em janeiro, numa publicação na sua página no Instagram, o espaço anunciou o fecho do restaurante. “O restaurante entra em pausa — não para desaparecer, mas para se transformar. O que vem a seguir será mais silencioso, mais profundo e moldado pelo tempo. O palácio mantém-se vivo através de momentos privados, mesas partilhadas e datas cuidadosamente escolhidas”, diz a legenda.

O edifício foi idealizado por Dom Pedro de Bragança, o primeiro Duque de Lafões, que perdendo na linha de sucessão da família o possível título de rei, decidiu fazer daquele sítio o seu próprio reino. Num caderno por ele escrito entre 1745 e 1761, manifestou o desejo de ter um palácio com “quartos estranhos e surpreendentes”. O que antes era uma quinta de veraneio num terreno de mais de 7 mil metros quadrados transformou-se numa imponente casa com 200 divisões, cuja arquitetura de estilo Neoclássico inclui também elementos do Barroco. Esteve na posse dos seus descendentes até 2020, quando foi comprado pelo arquiteto Julien Labrousse, que arrancou um projeto de restauração e abriu as portas do património ao público após mais de 350 anos da sua construção.

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