O número de mortos no incêndio num bar em Banguecoque, na Tailândia, subiu para 30, de acordo com as autoridades tailandesas, citadas pelo The Guardian. Segundo o mesmo jornal, dos feridos, 24 encontram-se em estado grave, 15 sofreram ferimentos de gravidade moderada e 36 sofreram ferimentos ligeiros, tendo já regressado a casa.
As causas do incêndio, que deflagrou na noite de domingo, ainda estão sob investigação. Uma das linhas que está a ser seguida é a negligência. “Neste momento, a polícia estabeleceu a negligência como a principal teoria que guia a investigação”, afirmou aos jornalistas o chefe da polícia nacional, Kittiratt Phanphet.
Pelo menos 28 pessoas mortas devido a fogo em bar de Banguecoque, na Tailândia
Durante uma visita ao local na manhã de segunda-feira, o primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, partilhou o testemunho de um músico que atuava no bar quando o fogo começou, escreve a BBC. O artista terá relatado ao governante a ocorrência de “explosões”, explicando que muitas pessoas não conseguiram sair porque correram para os fundos do prédio e tentaram esconder-se na casa de banho — onde a maioria das vítimas mortais foi encontrada.
“A maioria das vítimas correu para a parte de trás do prédio, para a casa de banho, e não havia nenhuma sinalização clara de saída de emergência”, afirmou Charnvirakul, de acordo com a Reuters.
O governador de Banguecoque, Chadchart Sittipunt, explicou aos jornalistas que o espaço contava com duas saídas de emergência, mas ambas estavam obstruídas. Segundo o responsável citado pela RTÉ, uma das rotas, situada junto à cozinha, encontrava-se bloqueada por caixas de cerveja, enquanto uma mesa impedia a passagem pela outra saída.
Num comunicado divulgado na noite de segunda-feira nas redes sociais, o pub Rong Beer Na Ladprao apresentou as suas “profundas desculpas por este trágico incidente” e expressou as “condolências às famílias das vítimas mortais”.
O estabelecimento, situado na zona norte da capital do país, comprometeu-se igualmente a colaborar plenamente com a investigação e com um “processo transparente de apuramento dos factos”, numa altura em que as autoridades admitem averiguar se as saídas de emergência eram acessíveis.