A Conferência de Líderes parlamentares condenou o vídeo gravado pelo líder do Chega, André Ventura, nos corredores da Assembleia e a bater à porta dos gabinetes de outros partidos a indiciar que nenhum deputado estava a trabalhar. Já Pedro Pinto critica a postura de Aguiar-Branco.
O porta-voz da Conferência de Líderes, Francisco Figueira, deu conta no final da reunião desta quarta-feira que os líderes de bancada “condenaram” o vídeo de André Ventura, explicando que “não havia agenda parlamentar” e que, por isso, “os deputados são livres de utilizar ou não as instalações” do Palácio de São Bento.
A Iniciativa Liberal apresentou queixa do vídeo gravado pelo líder do Chega e o presidente da Assembleia da República, Aguiar-Branco, deu seguimento ao inquérito. O líder da bancada liberal, Mário Amorim Lopes, disse aos jornalistas que o vídeo é “um desprestígio para as instituições” e criticou André Ventura por “fazer vídeos para o TikTok, uns em que dança a Macarena, outros em que bate às portas”.
Em defesa de André Ventura saiu o presidente do grupo parlamentar do Chega. Pedro Pinto diz que este tema é um “fait divers” e que “o Parlamento deve preocupar-se em trabalhar mais e em marcar reuniões plenárias”, classificando esta polémica como “uma tentativa de achincalhar na praça pública” André Ventura.
Pedro Pinto criticou ainda Aguiar-Branco por não dar seguimento a um pedido feito pelo Chega para que fosse apresentado um “voto de condenação às declarações e aos apartes proferidos pelo ministro Luís Neves” que considera terem sido “coação e intimidação” sobre o presidente do Chega.