Está marcado para sexta-feira de manhã o debate de urgência pedido pelo PCP e pelo Chega sobre a situação dos exames nacionais. No final da Conferência de Líderes parlamentares, o PCP adiantou que o presidente da Assembleia da República e a AD tinham um entendimento diferente e não foram favoráveis à marcação desta discussão.
Aguiar-Branco tinha já recusado um debate de urgência para esta quarta-feira, que tinha sido pedido pelo Chega, mas marcou para sexta-feira, depois de um novo pedido feito pelo Partido Comunista Português ao qual se somou a insistência do partido liderado por André Ventura.
Ainda assim, está por confirmar a presença do ministro da Educação, tendo em conta que a decisão foi tomada ao final da manhã e o Governo está ainda a verificar a agenda de Fernando Alexandre. Perante a possibilidade de o Governo não se fazer representar pelo ministro, a oposição insiste que este debate só faz sentido com a presença de Fernando Alexandre.
Depois da Conferência de Líderes, a líder da bancada do PCP, Paula Santos, deu conta de que “o presidente da Assembleia da República, o PSD e o CDS tinham um entendimento diferente e queriam impedir o escrutínio público do ministro da Educação”, por terem um entendimento diferente sobre o calendário da Assembleia da República nesta fase de reta final antes da pausa para as férias.