O presidente do FC Porto, André Villas-Boas, afirmou esta quarta-feira que Jorge Costa continua a ser um “padrão de exigência” para o clube, um ano após a morte do antigo capitão e diretor do futebol, reforçando que o “tempo nunca apagará” o seu legado.

Numa mensagem publicada no sítio oficial dos ‘dragões’ na Internet, no dia que se assinala um ano da morte de Jorge Costa, Villas-Boas recordou uma das maiores figuras da história portista, a quem agradece por ter sido uma “força espiritual”, que acompanhou a equipa na conquista do título nacional de futebol em 2025/26.

Passou um ano, mas ficaram a presença, o exemplo e um legado que o tempo nunca apagará“, escreveu o presidente portista, acrescentando que “há ausências que o tempo não consegue preencher e homens cuja importância só se torna ainda mais evidente quando deixam de estar fisicamente presentes”, pode ler-se.

Villas-Boas renovou as condolências à família e amigos de Jorge Costa, garantindo que “o FC Porto nunca esquecerá um dos seus maiores símbolos”.

O líder dos ‘azuis e brancos’ lembrou ainda que a atribuição do nome do antigo defesa-central ao centro de treinos do clube, no Olival, em Vila Nova de Gaia, “não é apenas uma homenagem”, mas “uma presença e um padrão de exigência para todos os que ali trabalham“.

“Cada jogador, treinador ou funcionário que entra naquele espaço encontra o exemplo de alguém que demonstrou que o talento não chega sem trabalho, que a liderança não existe sem coragem e que representar o FC Porto exige caráter, frontalidade, lealdade e entrega absoluta”, assinalou.

Na mensagem, Villas-Boas recordou ainda o regresso de Jorge Costa ao clube, em 2024, para assumir funções de diretor do futebol, logo após ter conseguido, enquanto treinador principal, uma subida com o AVS ao escalão mais alto do futebol português.

“Quando regressou ao clube, em 2024, não veio viver da memória nem ocupar um lugar simbólico. Veio trabalhar, decidir, exigir e ajudar a reconstruir um FC Porto novamente preparado para vencer. O 31.º título de campeão nacional tem também o seu trabalho, o seu conhecimento e a sua influência”, escreveu.

O clube anunciou ainda o lançamento de uma camisola de edição limitada em homenagem a Jorge Costa, cuja receita reverte para a Fundação FC Porto.

Antes de iniciar o treino, o plantel principal cumpriu um minuto de silêncio em memória à antiga glória dos ‘dragões’.

No dia em que se assinala um ano da morte do antigo defensor, será celebrada uma missa em sua memória, às 19h00, na Igreja de Cristo Rei, no Porto.

Jorge Costa morreu a 5 de agosto de 2025, aos 53 anos, vítima de morte súbita, enquanto exercia o cargo de diretor de futebol dos “azuis e brancos”.

O antigo futebolista representou os ‘dragões’ em 383 jogos oficiais, entre 1992 e 2005, e capitaneou o emblema durante várias épocas, tendo conquistado uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA, uma Taça Intercontinental, oito títulos de campeão nacional, cinco Taças de Portugal e cinco Supertaças.

Pela seleção principal portuguesa foi internacional 50 vezes, tendo ainda conquistado o Mundial de sub-20 de 1991.