A Infraestruturas de Portugal (IP) iniciou esta segunda-feira as obras de estabilização da Estrada Nacional (EN) 8, no concelho do Cadaval, distrito de Lisboa, um investimento de 1,6 milhões de euros, divulgou a empresa.

Segundo a IP, a intervenção terá um custo de 1,6 milhões de euros e vai decorrer durante cinco meses, inserindo-se no programa de reparações das estradas danificadas pelo mau tempo dos meses de janeiro e fevereiro.

“A intervenção surge na sequência de diversos movimentos de instabilidade registados ao longo deste troço da EN8, que originaram escorregamentos e danos significativos na plataforma rodoviária, condicionando a circulação e comprometendo as condições de segurança da infraestrutura”, adianta a IP, em comunicado.

Ainda de acordo com a empresa, os estudos realizados permitiram identificar três zonas de instabilidade distintas, duas das quais associadas à existência de “camadas de materiais com reduzidas características geomecânicas sob o aterro rodoviário”, enquanto outra está “relacionada com deficiências no encaminhamento das águas recolhidas por um atravessamento hidráulico existente“.

Na nota, a IP refere que a estabilização das áreas mais críticas vai ser realizada através da construção de muros de contenção, complementados por sistemas de drenagem destinados a assegurar a durabilidade e o adequado comportamento geotécnico da solução.

Na restante extensão afetada do talude vai ser executado um sistema de drenagem, para a melhoria das condições de estabilidade da encosta.

Os trabalhos incluem ainda a execução de um novo pavimento em toda a extensão da via direita e em troços específicos da via esquerda.

Estão também previstos trabalhos de sinalização horizontal e vertical, instalação de barreiras de segurança, equipamentos de guiamento e balizagem e outras medidas destinadas a reforçar as condições de segurança rodoviária.

“Com o objetivo de minimizar o impacto ambiental e reduzir os efeitos da erosão em períodos de maior pluviosidade, as áreas intervencionadas serão alvo de revestimento com terra vegetal e hidrossementeira, promovendo a integração paisagística e a proteção dos taludes”, acrescenta a IP.

A circulação vai manter-se condicionada na via, mas a IP vai garantir “condições que permitam a circulação em segurança dos veículos associados ao transporte de produtos agrícolas da época, mitigando os impactos da intervenção na atividade económica local”, lê-se na nota.

Agricultores e municípios do Cadaval e do Bombarral têm vindo a pedir soluções de circulação provisórias durante a colheita da pera rocha e das vindimas, para facilitar o transporte de trabalhadores e sobretudo dos produtos dos campos até às centrais fruteiras ou às adegas.