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A presidente da Comissão Europeia afirmou esta sexta-feira acreditar que a Ucrânia vai recuperar a sua liberdade e segurança e aderir à União Europeia (UE), numa mensagem nas redes sociais alusiva aos 35 anos da independência do país.
As we prepare to celebrate Ukraine’s Independence Day, we raise the Ukrainian flag in Brussels.
So it can fly proudly at the heart of our Union, where it belongs.
Ukraine will reclaim its security.
Its freedom.And it will take its rightful place in our Union. pic.twitter.com/KOeCfASL4l
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) August 21, 2026
“A Ucrânia vai recuperar a sua segurança. A sua liberdade. E vai ocupar o seu legítimo lugar na nossa União”, escreveu Ursula von der Leyen na mensagem.
A responsável referiu que, devido ao aniversário da independência da Ucrânia, que se assinala na próxima segunda-feira, a Comissão Europeia decidiu hastear a bandeira do país à frente do principal edifício do executivo comunitário, o Berlaymont, em Bruxelas.
“Para que [a bandeira] possa esvoaçar com orgulho no centro da nossa União, onde pertence”, afirmou.
Na tarde desta sexta-feira, num comunicado igualmente alusivo aos 35 anos da independência da Ucrânia, a Comissão Europeia já tinha reafirmado a sua “solidariedade e compromisso inabalável para com a soberania, independência e integridade territorial” do país.
“Continuamos a apoiar a Ucrânia nos seus esforços em prol de uma paz abrangente, justa e duradoura, bem como no seu percurso europeu”, referiu o executivo comunitário, acrescentando que os 35 anos de independência são uma ocasião para destacar a “coragem, resistência e resiliência do povo ucraniano perante a guerra de agressão” da Rússia.
A Ucrânia celebra na próxima segunda-feira os seus 35 anos de independência, proclamada a 24 de agosto de 1991.
Para assinalar a data, a Coligação das Vontades sobre a Ucrânia vai reunir-se em Kiev, para reafirmar o “apoio firme” dos aliados do país e debater o reforço das defesas antiaéreas, anunciou a Presidência francesa.
A reunião da coligação, que terá lugar a partir das 13h00 locais (11h00 de Lisboa), decorrerá num formato “híbrido”: alguns líderes estarão em Kiev e outros irão participar por videoconferência.
De acordo com fontes europeias, além dos cerca de 30 países que integram a coligação, composta por Estados dispostos a darem garantias de segurança a Kiev no caso de um acordo de paz com a Rússia, está também prevista a participação na reunião do presidente do Conselho Europeu, António Costa, presencialmente, e da “número dois” da NATO, Radmila Shekerinska, por videoconferência.
Kiev apresentou o pedido de adesão à UE pouco tempo depois do início da invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022.
A Ucrânia recebeu o estatuto de país candidato em junho desse mesmo ano.
Em meados de dezembro de 2023, o Conselho Europeu decidiu abrir as negociações formais de adesão à UE com a Ucrânia, processo que arrancou formalmente no início de junho passado.